O motoboy Gilberto Dias de Oliveira, de 48 anos, morreu quando voltava para casa onde encontraria os filhos, de 3 e 6 anos, para comer pastel. Ele teve o pescoço cortado por uma linha de cerol enquanto pilotava a moto pela Avenida Pastor João Prata Vieira, no bairro DIC 4.
Segundo familiares, Gilberto havia combinado de sair com os filhos. Antes, passou em casa, deu um beijo na companheira e nas crianças, e saiu para comprar cigarros. “Parecia uma despedida. Ele era um pai muito presente, e a dor dos meus filhos dói em mim nesse momento”, disse Angélica de Greci, mãe dos meninos, em entrevista ao G1.
Câmeras de segurança flagraram quando a vítima parou a moto e tentou retirar a linha enroscada no pescoço. Logo depois, caiu na calçada e perdeu muito sangue. Populares chegaram a acionar o SAMU, que tentou reanimá-lo, mas ele não resistiu.
Gilberto, conhecido no bairro como “Tatu”, trabalhava desde abril como motoboy de aplicativo, após ter deixado a função de catador de móveis usados. A moto que utilizava não tinha antena corta-pipa, equipamento de segurança que poderia ter evitado a tragédia.
Durante a ocorrência, vários motociclistas passaram pelo local também sem a antena de proteção. O uso de linhas cortantes, como cerol e linha chilena, é crime, com pena de até um ano de detenção e aplicação de multas.
O corpo de Gilberto foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil investiga o caso.
