A morte do traficante El Mencho desencadeou uma onda de violência no México, com 25 agentes mortos e dezenas de prisões. O governo mantém o país em alerta e monitora possíveis reações do cartel.
A morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, desencadeou uma onda de violência no México que já deixou 25 membros da Guarda Nacional mortos. Os agentes foram vítimas de seis ataques distintos registrados após a operação militar que matou o líder do cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), no último domingo (22).
Segundo o ministro da Segurança, Omar García Harfuch, os ataques ocorreram principalmente no estado de Jalisco. Além das mortes, 70 pessoas foram presas em sete estados durante ações coordenadas por integrantes do cartel.
As autoridades afirmam que monitoram possíveis reações e tentativas de reorganização do grupo criminoso. “Estamos monitorando de perto qualquer tipo de reação ou reestruturação dentro do cartel que possa levar à violência”, declarou o ministro.
O secretário de Defesa, Ricardo Trevilla, informou que o paradeiro de El Mencho foi descoberto após uma visita de sua namorada. O narcotraficante morreu após ser ferido durante a operação, enquanto era transferido para a capital mexicana.
Diante da escalada de violência, a presidente Claudia Sheinbaum pediu calma à população e afirmou que o país segue sob controle. Escolas foram fechadas em pelo menos oito estados, e voos para destinos turísticos, como Puerto Vallarta, sofreram impactos.
A presidente também destacou que o governo investiga esquemas de lavagem de dinheiro ligados aos cartéis e reforçou a atuação conjunta das forças de segurança.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump cobrou maior rigor no combate ao narcotráfico. O governo americano confirmou que colaborou com informações de inteligência na operação que resultou na morte do criminoso.
Quem era El Mencho
Ex-policial, El Mencho liderava um dos cartéis mais poderosos do país e era considerado uma das figuras mais violentas do crime organizado. Sob seu comando, o CJNG expandiu suas atividades para além do México, com atuação no tráfico de drogas e extorsão.
O grupo se tornou rival direto do cartel de Sinaloa, liderado por Joaquín “El Chapo” Guzmán, atualmente preso nos Estados Unidos. A influência do CJNG cresceu rapidamente na última década, marcada por ataques ousados contra forças de segurança.
Após a confirmação da morte, diversas cidades registraram incêndios de veículos e bloqueios de estradas. Em um dos episódios, 229 vias foram interditadas, dificultando o trabalho das autoridades.
O governo mexicano afirma que segue em alerta máximo para conter novos episódios de violência e garantir a segurança da população.
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