Câmeras de segurança registraram o momento em que Júlio César Santos das Chagas, de 34 anos, foi morto a tiros na entrada do Shopping Ponta Negra, em Manaus. O suspeito disparou à queima-roupa, e a vítima, que estava com a família, morreu no local.
Uma câmera de segurança na área externa do Shopping Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, flagrou o momento em que Júlio César Santos das Chagas, de 34 anos, é executado por um homem armado na entrada do estabelecimento.
A gravação mostra o suspeito, de camiseta vermelha, caminhando pelo estacionamento, até que ele corre na direção da vítima e efetua disparos com uma pistola à queima-roupa.
Acompanhado da ex-companheira, da atual esposa e de duas filhas menores de idade, Júlio tenta fugir pra dentro do centro comercial, mas não resiste aos ferimentos e morre no local, segundo informado pela Polícia Civil do Amazonas.
Vítima era ‘jurada de morte’ por facção
As autoridades informaram que a morte do homem de 34 anos estaria relacionada ao seu passado, onde teria atuado por uma facção criminosa da cidade de Manaquiri, localizado em região próxima à capital. Ele teria sido expulso do grupo, e foi jurado de morte.
Delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ricardo Cunha afirmou que três homens são suspeitos na morte de Júlio César, sendo que um deles observou a vítima durante todo o dia.
“Ele estava escondido em Manaquiri, mas naquele dia veio de barco para passar um momento com a família em Manaus. Na investigação, identificamos a presença de dois veículos, sendo que um deles passou o dia todo seguindo Júlio César, juntamente com o atirador, aguardando o momento para executar a ação”, afirmou.
Eduardo Fernandes Torres, de 25 anos, e Matheus Marreiros de Lima, de 28, foram presos por suspeita de envolvimento no crime, enquanto Ronaldo Davi Nascimento Mendes, segue foragido, e também tem o nome atrelado ao crime, que é investigado como homicídio qualificado, com indícios de uma emboscada.
Execução em shopping
Segundo informações da 19ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), Júlio César já havia sido preso por tráfico de drogas, e liberado em 2019 após cumprir pena na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP).
Em nota, a administração do Shopping Ponta Negra afirmou estar colaborando com as autoridades, e disse que o caso é uma “ocorrência de caráter isolado”.