O metanol voltou a ganhar notoriedade recentemente devido aos casos de mortes por intoxicação no Brasil e em outros países, causadas pelo uso ilegal da substância na produção caseira de bebidas alcoólicas. O que poucos sabem é que esse mesmo composto químico também foi protagonista em uma das eras mais perigosas do automobilismo mundial.

Fogo invisível do metanol durante acidente da Formula Indy - Reprodução/ Redes sociais
Fogo invisível do metanol durante acidente da Formula Indy - Reprodução/ Redes sociais

O metanol voltou a ganhar notoriedade recentemente devido aos casos de mortes por intoxicação no Brasil e em outros países, causadas pelo uso ilegal da substância na produção caseira de bebidas alcoólicas. O que poucos sabem é que esse mesmo composto químico também foi protagonista em uma das eras mais perigosas do automobilismo mundial.

Como o metanol chegou às pistas da Fórmula Indy

O metanol foi adotado como combustível oficial da Fórmula Indy entre 1965 e 2007. A decisão ocorreu após o trágico acidente nas 500 Milhas de Indianápolis de 1964, quando o piloto Dave MacDonald perdeu o controle, bateu na mureta e rodou na pista. Logo em seguida, foi atingido por Eddie Sachs.

Na época, os carros usavam bolsas de gasolina como tanques, que se romperam e espalharam o combustível em chamas pela reta, transformando o circuito em um verdadeiro inferno de fogo e fumaça.


“Fogo invisível” do metanol

Embora fosse considerado mais seguro que a gasolina por reduzir o risco de explosão, o metanol trazia novos perigos. Seu maior problema estava no fato de produzir chamas quase invisíveis, o que dificultava a percepção de incêndios durante as corridas. Diversos pilotos e membros de equipe foram atingidos por esse fogo silencioso.

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