Um episódio de agressão dentro de um terreiro de religiões de matriz africana, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, gerou ampla repercussão nas redes sociais nessa quinta-feira (27).

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Um episódio de agressão dentro de um terreiro de religiões de matriz africana, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, gerou ampla repercussão nas redes sociais nessa quinta-feira (27). Um vídeo mostra o pai de santo Tiago de Oyá Timboá desferindo tapas contra um filho de santo durante a realização de uma gira, interrompendo a cerimônia diante de outros frequentadores.

Nas imagens, Tiago justifica a agressão ao afirmar que teria sido traído pelo jovem, a quem passou a chamar de “filho falso”. A situação causou tumulto no local e provocou reações de indignação entre internautas e integrantes da comunidade religiosa.

Pai de santo admite agressão e nega encenação

Após a circulação do vídeo, Tiago de Oyá Timboá se pronunciou publicamente nas redes sociais. Ele afirmou que a situação foi premeditada e que teria “armado a gira” com o objetivo de expor o comportamento do filho de santo, negando que o episódio tenha sido encenado. Segundo o religioso, as agressões foram reais e teriam ocorrido como forma de repreensão.

A declaração, no entanto, intensificou as críticas ao episódio, especialmente por ocorrer dentro de um espaço religioso e durante uma cerimônia espiritual.

Entidade repudia violência e aciona autoridades

A Associação Independente em Defesa das Religiões Afro-Brasileiras (ASIDRAB) divulgou nota oficial na qual classificou o episódio como “violência premeditada e criminosa”, ressaltando que a atitude não representa as religiões de matriz africana nem seus princípios.

A entidade informou que acionou o Ministério Público do Rio Grande do Sul e que busca a responsabilização cível e criminal dos envolvidos, além de medidas que coíbam a repetição de condutas semelhantes em espaços religiosos.

Caso segue sob apuração

Até o momento, não há confirmação sobre registro oficial de ocorrência policial. O episódio continua sendo debatido nas redes sociais, enquanto entidades e lideranças religiosas reforçam o posicionamento contrário a qualquer forma de violência no exercício da fé.

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