Vídeos que circulam nas redes sociais mostram cenas de pânico durante o atendimento às vítimas atingidas por um raio em uma manifestação realizada na Praça do Cruzeiro, em Brasília. A descarga elétrica ocorreu durante a “Caminhada pela Liberdade”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), e deixou mais de 30 pessoas feridas.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o desespero e o pânico vividos por manifestantes após a queda de um raio durante a “Caminhada pela Liberdade”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), na Praça do Cruzeiro, em Brasília, na tarde deste domingo (25).
As imagens, enviadas à página Ceilândia Muita Treta, mostram vítimas sendo carregadas às pressas e chegando a unidades de saúde após serem atingidas pela descarga elétrica. O raio teria caído sobre um guindaste instalado no local, fazendo com que a corrente elétrica se espalhasse e atingisse dezenas de pessoas que participavam do ato.
De acordo com informações apuradas, mais de 30 manifestantes ficaram feridos. Deste total, 20 deram entrada no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e 11 foram encaminhados ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Segundo o Metrópoles, todas as vítimas hospitalizadas estão em estado estável.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) informou que foi acionado por volta das 12h50 para atender a uma ocorrência com múltiplas vítimas provocada por descarga atmosférica. Ao todo, 72 pessoas receberam atendimento no local.
Ainda segundo os bombeiros, 42 vítimas estavam estáveis, conscientes e orientadas no momento do socorro. Outras 30 precisaram ser transportadas para o HBDF e o HRAN, sendo que oito apresentavam condições instáveis. Três pessoas levadas ao HRAN e duas encaminhadas ao Hospital de Base precisaram de atendimento na sala vermelha, por demandarem maiores cuidados médicos.
As equipes de resgate realizaram triagem, atendimento pré-hospitalar e transporte das vítimas, seguindo os protocolos operacionais da corporação. Apesar da gravidade do incidente e do pânico registrado em vídeos, não houve registro de óbitos.