Em entrevista ao programa Alô Você, do SBT, nesta quinta-feira (2), o delegado Fábio Setembrino confirmou a prisão de uma mulher, de 46 anos, suspeita de assassinar o ex-marido, de 48, a tiros no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo.
Em entrevista ao programa Alô Você, do SBT, nesta quinta-feira (2), o delegado Fábio Setembrino confirmou a prisão de uma mulher, de 46 anos, suspeita de assassinar o ex-marido, de 48, a tiros no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo.
Ronaldo foi atingido por três disparos ao desembarcar do carro, surpreendido pela ex-companheira, Marlene, que vinha monitorando seus passos há pelo menos dois anos. O casal esteve junto por 28 anos e tinha uma filha. Segundo familiares e amigos, após a separação, a mulher se mostrou possessiva e ciumenta, fazendo ameaças a ao ex-marido.
Em entrevista ao Alô Você, uma amiga da família contou que o relacionamento chegou ao fim porque Ronaldo se incomodava com o hábito de bebida de Marlene. A fonte ainda revelou que, após a separação, a vítima tomou cuidado para que ninguém informasse à ex-companheira o endereço onde estava morando.
No dia do crime, Ronaldo voltava do trabalho, onde atuava em um açougue, a caminho da casa da mãe para ajudá-la nos cuidados devido a problemas de saúde. Foi nesse trajeto que ele acabou sendo emboscado e atingido pelos disparos da ex-companheira.
Imagens de câmeras de segurança mostram que Ronaldo inicialmente acreditou que se tratava de um assalto, mas acabou sendo surpreendido por Marlene. Após o homicídio, ela enviou áudios frios a familiares confessando o assassinato e afirmando não se arrepender.
“Eu fui atrás daquele canalha e dei um jeito nele. Eu falei que ele não ia me tratar feito cadela, não ia fazer nossos netos chorar, não ia fazer minha mãe chorar. (…) Eu falei o que ia fazer e fiz. O que aconteceu era pra acontecer. Não vou pedir perdão”, disse ela em mensagem aos familiares.
Segundo o delegado Fábio Setembrino, Marlene se apresentou à polícia e exerceu o direito de permanecer em silêncio. “A autora não aceitava o término do relacionamento, ficou indignada e procurou assassinar o ex-marido”, afirmou.
Embora a suspeita tenha alegado ter agido sozinha, câmeras de segurança indicam a participação de um comparsa, que ainda não foi localizado. “Essa pessoa responde como coautor de homicídio. As investigações seguem em curso para identificá-la e prendê-la”, explicou o delegado.
Marlene é caminhoneira e já tinha histórico de ameaças contra Ronaldo. A arma utilizada no crime foi apreendida pela polícia, que continua investigando todos os detalhes da execução.
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