Um policial militar atropelou uma criança de três anos e, em seguida, xingou a mãe do menino durante uma discussão na saída de uma creche no Morro São Bento, em Santos, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu na última quarta-feira (11) e foi registrado em vídeo por moradores da região.
Um policial militar atropelou uma criança de três anos e, em seguida, xingou a mãe do menino durante uma discussão na saída de uma creche no Morro São Bento, em Santos, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu na última quarta-feira (11) e foi registrado em vídeo por moradores da região.
Nas imagens, gravadas após o atropelamento, o menino aparece no colo da mãe enquanto o policial discute com pessoas que estavam no local. Durante a discussão, o agente chama a mulher de “irresponsável” e “puta”, enquanto é contido por outros policiais.
Segundo relatos, o policial pertence ao 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) de Santos.
A criança sofreu um ferimento no pé direito. Até o momento, não há informações atualizadas sobre o estado de saúde do menino.
A reportagem procurou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo para comentar o caso, mas não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.
Região já teve caso semelhante envolvendo criança
O episódio ocorreu na mesma região onde, em novembro de 2024, o menino Ryan Silva Andrade Santos, de 4 anos, morreu após ser atingido por um tiro durante uma ação da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
A criança brincava em uma rua do Morro São Bento quando foi baleada durante uma suposta troca de tiros entre policiais e suspeitos. Ryan chegou a ser levado para atendimento na Santa Casa de Santos, mas não resistiu aos ferimentos.
Meses depois, um laudo pericial confirmou que o projétil que matou o menino partiu de uma arma de policial militar. À época, o porta-voz da corporação, Émerson Massera, informou que o disparo teria sido feito com uma espingarda calibre 12.
O cabo Clóvis Damasceno de Carvalho Júnior, que participava da operação e portava esse tipo de armamento, afirmou em depoimento que seria improvável que o disparo que atingiu a criança tivesse partido da arma de qualquer policial presente na ação.
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