Oito agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) estão sendo investigados pela Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro após imagens captadas pelas câmeras corporais mostrarem o grupo retirando roupas, sapatos e perfumes de uma residência durante a Operação Caixinha, realizada em 15 de janeiro no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Oito agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) estão sendo investigados pela Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro após imagens captadas pelas câmeras corporais mostrarem o grupo retirando roupas, sapatos e perfumes de uma residência durante a Operação Caixinha, realizada em 15 de janeiro no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Segundo as imagens, enquanto vasculhavam a casa, os policiais comentavam o valor das peças e experimentavam os objetos, guardando-os em mochilas. Em um momento, um dos agentes chega a abrir um celular encontrado no local antes de devolvê-lo aos moradores.
Em certo momento, um deles pegou um par de sapatos e perguntou: “É de correr?”. Outro respondeu de imediato: “Nenhum desses aqui é para correr”. A conversa segue em tom de descontração: “Tem número 43?”, questiona um agente, recebendo um “Não sei” como resposta. Em seguida, outro resumiu o valor dos modelos analisados: “É tudo tênis que custa mais de dois mil contos”.
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Durante a ação, os militares também beberam energético da geladeira e discutiram sobre tênis e videogames, em comportamento destoante do objetivo da operação, que tinha como alvo um traficante do Comando Vermelho.
A denúncia, registrada pelo Ministério Público no mesmo dia, levou à identificação dos oito agentes, que foram ouvidos na 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar.
Apesar da gravidade das imagens, os policiais continuam em serviço, e a investigação segue em andamento.
As informações foram publicadas em primeira mão pela coluna True Crime, de Ulisses Campbell.
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