A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu seu voto no julgamento da trama golpista e decidiu condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo crime de organização criminosa, na tarde desta quinta-feira (11). A decisão da magistrada, a quarta a votar no caso, contribuiu para formar maioria na Primeira Turma do STF para a condenação do ex-chefe do Executivo.

Vídeo: veja o que disse Cármen Lúcia no voto que condenou Jair Bolsonaro

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu seu voto no julgamento da trama golpista e decidiu condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo crime de organização criminosa, na tarde desta quinta-feira (11). A decisão da magistrada, a quarta a votar no caso, contribuiu para formar maioria na Primeira Turma do STF para a condenação do ex-chefe do Executivo.

O voto decisivo 

Em sua manifestação, Cármen Lúcia reforçou sua posição com uma citação do escritor francês Victor Hugo, opondo-se a golpes de Estado.

“O mal feito para o bem continua sendo mal”, disse a ministra.

Ela também ressaltou a importância de julgar o caso de forma justa, afirmando que a ação penal “pulsa o Brasil que me dói”, e destacou que o processo se dá no ano de comemoração dos 40 anos da redemocratização do país.

Avanço no julgamento

Com o voto de Cármen Lúcia, o julgamento avança para um desfecho. Os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, e Flávio Dino já haviam votado pela condenação de todos os réus. O ministro Luiz Fux divergiu, propondo a absolvição parcial ou total para os acusados. As penas para cada réu ainda não foram definidas.

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