
Especialista alerta: qualquer homem pode ser agressor

Em entrevista, a advogada Bianca Alves, especialista em direito de gênero e diretora executiva do Instituto Justiça Delas, comentou sobre o perfil dos agressores e as desigualdades que marcam a violência contra as mulheres no Brasil. A fala chama atenção para a urgência de enfrentar o preconceito, a descrença nas vítimas e as desigualdades sociais que tornam certas mulheres ainda mais vulneráveis. Bianca reforçou que não existe um padrão de agressor — qualquer homem pode cometer um ato de violência, independentemente de classe, escolaridade ou posição social. Ela também destacou um problema recorrente: a tendência de descredibilizar a palavra da mulher, especialmente quando a vítima é negra ou periférica. “A sociedade ainda insiste em buscar justificativas para a violência, questionando a vítima em vez de responsabilizar o agressor. É importante deixar claro que não há um perfil único de homem violento — qualquer homem pode ser o agressor. E, infelizmente, as mulheres negras e periféricas continuam sendo as que mais sofrem, tanto com a violência em si quanto com a falta de acolhimento e credibilidade”, afirmou Bianca Alves. Créditos: @justica_delas (ig) | @myhoodbr