
Psicóloga denuncia em vídeo: "Enquanto houver medo, o transporte público não é público"

Em um vídeo de denúncia contra o assédio contra mulheres no transporte público, a psicóloga Nay Macedo destaca o impacto psicológico e social desse tipo de violência, que permanece naturalizado no cotidiano urbano. Em tom firme e sensível, Nay reflete sobre como o medo tem restringido a liberdade feminina, transformando o que deveria ser um direito coletivo em um território condicionado pelo machismo. Segundo ela, o assédio não deixa marcas visíveis, mas provoca traumas psíquicos profundos, como hipervigilância, ansiedade, medo constante e dissociação. Nay enfatiza que o problema não é “falta de informação”, mas sim a ausência de responsabilização e de limites sociais. A psicóloga defende que o combate ao assédio deve ir além de campanhas pontuais, exigindo educação socioemocional, políticas públicas e acolhimento psicológico. Segundo dados dos Institutos Patrícia Galvão e Locomotiva (2022), 76% das mulheres paulistanas já sofreram algum tipo de violência em deslocamentos urbanos, e 30% delas relataram assédio sexual em ônibus, trens ou metrôs. Em 2024, a SSP-SP registrou 1.800 casos de importunação sexual em espaços públicos da capital. Especialistas apontam que, apesar de avanços com programas como “São Paulo por Todas”, ainda há lacunas na prevenção e no acolhimento às vítimas. Para Nay, o primeiro passo é admitir que o assédio é uma forma de violência, que rouba a liberdade cotidiana das mulheres e precisa ser combatido com urgência e empatia. Créditos: @naymacedo (ig) | @NayMacedo-Atentas (fb) | @BorapraMadri (yt) | @naymacedopsi (tk) | @naymacedopsi (x) | @myhoodbr