Vinícius Júnior voltou a ser o grande destaque da Seleção Brasileira na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, em partida marcada pelo forte controle coletivo imposto por Carlo Ancelotti. O atacante foi decisivo ao marcar dois gols e ainda teve outro anulado pelo VAR, consolidando sua fase de protagonismo na equipe durante a Copa do Mundo de 2026.

Neymar e Vini Jr. (Reprodução/Redes Sociais)
Neymar e Vini Jr. (Reprodução/Redes Sociais)

A Seleção Brasileira confirmou o favoritismo e superou a Escócia com tranquilidade pelo placar de 3 a 0. O resultado acabou refletindo a superioridade da equipe comandada por Carlo Ancelotti, que dominou as ações durante a partida e encontrou espaços diante de um adversário com poucas respostas ofensivas.

Quem roubou a cena foi Vini Jr., o grande nome da Seleção nesta Copa do Mundo. Nem o retorno de Neymar, que atuou por 15 minutos, foi suficiente para apagar o brilho do camisa 7. O craque do Real Madrid chegou a quatro gols no Mundial.

Vini Jr. revela para quem dedicou gol na partida contra o Haiti e choca a web

Vini Jr.  (Foto: reprodução)

A estratégia montada por Ancelotti teve como principal destaque a pressão forte na saída de bola escocesa. A marcação adiantada funcionou e ajudou o Brasil a construir a vantagem ainda no primeiro tempo.

Vini Jr. apareceu de forma decisiva ao marcar dois gols. Matheus Cunha completou o placar na etapa final.

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Neymar entrou no segundo tempo, aos 30 minutos, ocupando a vaga deixada por Matheus Cunha. O atacante teve pouca participação e conseguiu apenas uma finalização, defendida sem dificuldades pelo goleiro escocês.

Ancelotti manteve uma postura mais cautelosa e optou por preservar a estrutura tática da equipe, colocando Rayan no lugar de Raphinha, que está fora da Copa do Mundo por lesão. A escolha marcou mais uma mudança na escalação titular, já que o treinador utilizou um time diferente pela 15ª vez desde que assumiu o comando da equipe.

Brasil repete estratégia ofensiva

A estratégia adotada por Carlo Ancelotti contra a Escócia seguiu a mesma linha apresentada diante do Haiti, um time com maior presença ofensiva e intensidade desde os primeiros minutos, buscando pressionar a saída de bola adversária.

Com a necessidade de manter a liderança do Grupo C, o Brasil precisava construir um saldo positivo, principalmente diante da possibilidade de o Marrocos aplicar uma goleada sobre o Haiti e terminar com a mesma pontuação.

Carlo Ancelotti CBF Seleção Brasileira (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

Carlo Ancelotti  (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Aos seis minutos de jogo, Rayan aproveitou uma falha de Robertson, recuperou a bola e acionou Vini Jr., que ficou frente a frente com o goleiro Gunn. O atacante brasileiro mostrou frieza, driblou o adversário e abriu o placar para a Seleção.

O gol premiou a ideia de Ancelotti, que havia trabalhado intensamente a marcação adiantada e a pressão constante sobre os defensores rivais.

Controle de posse reduz espaços

A presença brasileira em campo passou a evidenciar o desconforto da equipe escocesa, que demonstrava crescente insegurança a cada tentativa de construção desde a defesa.

Com maior controle da posse, o Brasil administrava o ritmo da partida por meio de trocas de passes constantes, enquanto Lucas Paquetá, que havia se destacado com bons lançamentos no jogo anterior contra o Haiti, era constantemente vigiado de forma individual.

Outro ponto que chamava atenção era a atuação discreta dos laterais brasileiros. Tanto Danilo quanto Douglas Santos apareciam com pouca projeção ofensiva, o que contribuía para uma construção mais centralizada das jogadas.

Aos 24 minutos, Vini Jr. recuperou a posse de forma limpa após disputa com Endry e finalizou a jogada com gol. No entanto, após revisão do VAR, o lance acabou sendo invalidado, em decisão que gerou controvérsia e interferiu no andamento emocional da partida.

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Seleção Brasileira retoma controle da partida

A Seleção Brasileira conseguiu reorganizar seu desempenho com o passar do tempo e voltou a assumir o controle da partida, mantendo a pressão na saída de bola como principal estratégia para neutralizar a Escócia.

Ainda no fim do primeiro tempo, aos 48, a jogada nasceu de uma forte pressão de Matheus Cunha e Danilo na defesa adversária. A recuperação da posse resultou em Bruno Guimarães cruzando a bola na área, em lance no qual o goleiro Gunn não conseguiu intervir com segurança. Vinicius Júnior aproveitou a sobra e marcou de cabeça, ampliando para 2 a 0.

Satisfeito com o desempenho, Carlo Ancelotti optou por não realizar alterações no intervalo, entendendo que o time já controlava completamente o confronto e tinha a situação bem encaminhada diante das limitações do adversário.

Entrada de Neymar

Em uma dessas ações, Casemiro iniciou a jogada com um passe preciso para Bruno Guimarães, que avançou na área, atraiu a defesa e serviu Matheus Cunha, responsável por marcar o terceiro gol aos 14 do segundo tempo.

Com o placar consolidado em 3 a 0, a partida perdeu intensidade e passou a ter o resultado praticamente definido. O ingresso de Neymar ocorreu aos 30, mas o jogador teve participação discreta no jogo.

Neymar e ...? Veja as surpresas da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 (Foto: Vitor Silva/CBF)

Neymar (Foto: Vitor Silva/CBF)

Apesar da tentativa da Escócia em buscar uma reação, a equipe não conseguiu converter suas ações em gol e sequer chegou ao chamado “gol de honra”. Vinicius Júnior terminou como um dos principais destaques da partida, enquanto o mérito coletivo da vitória foi amplamente atribuído à organização tática de Carlo Ancelotti.

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