Durante evento na Bahia, Lula criticou nesta quinta-feira (09) os “vira-latas” que, segundo ele, queriam que o Brasil se submetesse aos EUA. O presidente defendeu autonomia e respeito próprio ao relembrar críticas feitas por apoiadores de Donald Trump.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre Trump e o “tarifaço”, nesta quinta-feira (9), durante evento de anúncio de investimentos na indústria naval da Bahia, em Maragogipe (BA. Ele criticou “vira-latas” que pediam por uma espécie de submissão ao presidente dos Estados Unidos.
“Quando o presidente Trump resolveu gritar com o Brasil, os vira-latas desse país queriam que eu rastejasse atrás do governo americano. E eu aprendi com uma mãe analfabeta: não abaixe a cabeça nunca. Se o pobre abaixar a cabeça, eles colocam uma cangaia e você nunca mais consegue levantar a cabeça”, afirmou Lula.
“Ninguém respeita quem não se respeita. Se vocês quiserem ser respeitados, antes vocês se respeitem”, completou o presidente.
Conversa com Trump
Lula também comentou sobre a ligação que teve com Donald Trump na segunda-feira (6), que esboça uma reaproximação entre as nações, avaliando que rolou “uma química” entre os mandatários.
“O presidente Trump, que parecia o inimigo número 1, me telefonou e disse pra mim: ‘Lulinha, pintou uma química entre nós, vamos conversar, vamos discutir’. E é bom que pinte uma química mesmo, porque eu sei gostar de gente”, afirmou Lula.
Na oportunidade, o presidente petista pediu a revogação das tarifas impostas pelo americano, que estão válidas desde 6 de agosto, sobre diversas exportações brasileiras.
Negociação com Washington
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve se reunir pessoalmente nos próximos dias com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington. Os dois conversaram durante cerca de 15 minutos na manhã desta quinta-feira (9), em um primeiro contato cordial, objetivo e sem sinais de hostilidade.