A volta do vírus Nipah tem provocado uma onda de questionamentos sobre as formas de contágio e colocou a Índia em estado de alerta, afastando turistas de algumas regiões do país. No entanto, segundo avaliações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, o risco de uma pandemia causada pelo Nipah é considerado muito baixo.
A volta do vírus Nipah tem provocado uma onda de questionamentos sobre as formas de contágio e colocou a Índia em estado de alerta, afastando turistas de algumas regiões do país. No entanto, segundo avaliações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, o risco de uma pandemia causada pelo Nipah é considerado muito baixo.
Na última sexta-feira (30), a OMS informou que não recomenda restrições a viagens ou ao comércio com a Índia, mesmo após a confirmação de casos da doença no país.
De acordo com o órgão, o risco de propagação do vírus permanece baixo, apesar do registro de dois casos confirmados pelas autoridades indianas.
Pessoas em quarentena
Atualmente, cerca de 110 pessoas estão em quarentena no país como parte das ações de contenção do novo surto. O monitoramento inclui contatos próximos dos infectados e profissionais que atuaram diretamente no atendimento aos pacientes.
A OMS segue acompanhando a situação e reforça a importância da identificação precoce dos casos, isolamento dos infectados e rastreamento de contatos, medidas consideradas essenciais para evitar a propagação do vírus.
Como o vírus Nipah é transmitido
A principal forma de transmissão do vírus Nipah ocorre a partir de animais para humanos. Os morcegos frugívoros são os reservatórios naturais do vírus e podem contaminá-lo ao entrar em contato com alimentos.
Durante a alimentação, esses animais podem deixar secreções em frutas ou na seiva de palmeiras. Quando esses produtos são consumidos crus ou sem higienização adequada, o risco de infecção aumenta.
Por esse motivo, o Nipah é classificado como uma zoonose, ou seja, uma doença que passa de animais para humanos.
Contágio entre pessoas é raro, mas possível
Embora menos comum, a transmissão entre humanos pode ocorrer, especialmente em situações de contato próximo. Isso inclui ambientes familiares e unidades de saúde.
O contágio acontece por meio de gotículas respiratórias liberadas ao falar, tossir, espirrar ou respirar. Como essas partículas têm alcance curto, geralmente até um metro, o risco aumenta quando há proximidade prolongada com pessoas infectadas.
Doença grave e sem tratamento específico
A Organização Mundial da Saúde considera o vírus Nipah prioritário devido ao seu alto potencial de impacto na saúde pública. Atualmente, não existe vacina nem medicamento específico para combater a infecção.
O tratamento é voltado apenas para aliviar os sintomas. A doença pode provocar quadros respiratórios graves e, em casos mais severos, causar encefalite, uma inflamação no cérebro que pode levar à morte.
As autoridades de saúde seguem monitorando os casos e reforçam medidas de prevenção para conter possíveis novos surtos.