Especialistas descartam qualquer risco de colisão e afirmam que a passagem do objeto interestelar representa uma oportunidade científica rara.

Foto: Divulgação.
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Especialistas descartam qualquer risco de colisão e afirmam que a passagem do objeto interestelar representa uma oportunidade científica rara, especialmente no dia 19 de dezembro, quando ficará mais visível.

Fenômeno desperta atenção, mas não oferece perigo

O cometa 3I/ATLAS, um dos poucos visitantes interestelares já identificados, aproxima-se da Terra neste mês e tem mobilizado astrônomos profissionais e amadores. A circulação de rumores nas redes sociais levantou especulações sobre riscos para o planeta, mas cientistas garantem que não há possibilidade de impacto. A aproximação é considerada segura e reúne condições adequadas para observações detalhadas.

O ponto de maior visibilidade ocorrerá em 19 de dezembro, quando o corpo celeste deve apresentar brilho suficiente para ser monitorado com mais clareza por instrumentos astronômicos.

Origem externa ao Sistema Solar

O 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto confirmado com trajetória proveniente de fora do Sistema Solar. Antes dele, apenas o 1I/‘Oumuamua e o 2I/Borisov haviam sido catalogados com essa característica. A detecção ocorreu em julho, inicialmente com uma nomenclatura provisória, até que análises confirmaram tratar-se de um cometa de origem interestelar.

Estudos preliminares apontam que o objeto pode ter aproximadamente sete bilhões de anos. Essa idade estimada supera a formação do próprio Sistema Solar, o que reforça o valor científico da observação e oferece pistas sobre ambientes cósmicos mais antigos.

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