Após vencer o Globo de Ouro 2026, Wagner Moura criticou Jair Bolsonaro e defendeu a produção de filmes sobre a ditadura militar. O ator afirmou que o cinema é essencial para refletir sobre o autoritarismo e preservar a memória histórica.
Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro 2026 na categoria de Melhor Ator em Filme de Drama pelo filme ‘O Agente Secreto‘, criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a coletiva da premiação neste domingo (11).
O ator afirmou que o Brasil precisa continuar produzindo filmes sobre a ditadura militar, assim como também foi o premiado ‘Ainda Estou Aqui‘, de Walter Salles, protagonizado por Fernanda Torres, e chamou o governo Bolsonaro (2018-2022) de “extrema-direita/fascista”.
“Nós recentemente tivemos, de 2018 até 2022, tivemos um presidente de extrema-direita no Brasil, de barra fascista, que é uma manifestação física dos ecos da Ditadura. A Ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro, então temos que continuar fazendo filmes sobre isso”, disse Moura.
Na cerimônia, Moura destacou a importância do cinema para refletir sobre a história e alertar sobre os perigos do autoritarismo. O filme ‘O Agente Secreto‘ retrata os conflitos e tensões da ditadura militar no Brasil, mostrando como o protagonista navega entre a repressão do regime e sua missão secreta. A obra aborda temas como censura, vigilância e resistência política.
O Agente Secreto venceu duas das três indicações
O filme dirigido por Kleber Mendonça Filho foi premiado com o Globo de Ouro de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa, e indicado na categoria Melhor Filme de Drama, da qual o norte-americano ‘Hamnet’, de Chloé Zhao, saiu vencedor.
Para vencer como o Melhor Ator em Filme de Drama, Wagner Moura precisou desbancar nomes que são referência no cinema mundial, como Oscar Isaac (Frankenstein), Dwayne Johnson (Coração de Lutador: The Smashing Machine) e Michael B. Jordan (Pecadores).
