A deputada federal Carla Zambelli, que está presa na Itália, escreveu uma carta acusando o ministro Alexandre de Moraes de perseguição política. Ela afirma que a perseguição se iniciou após ela tentar impedir a indicação dele para o STF. Zambelli está presa desde julho, após fugir do Brasil com duas condenações do Supremo.
Presa na Itália e com chances de extradição para o Brasil, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) escreveu uma carta na qual faz grandes acusações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Nela, ela afirma estar sendo perseguida pelo magistrado após ser contra sua indicação ao STF.
A carta, escrita a próprio punho, foi redigida por ela diretamente da prisão italiana na última quarta-feira (3) e obtida pela coluna Paulo Cappelli, do Metrópoles. Ela afirma que se reuniu com o então presidente Michel Temer, responsável pela indicação de Moraes ao STF na época, para tentar evitar a nomeação. As acusações acontecem depois de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes, fez algumas revelações sobre o dia a dia conturbado ao lado do Ministro.
Leia na íntegra a carta de Carla Zambelli:
“Aos brasileiros todos, ontem o depoimento do Sr. Tagliaferro, vítima de perseguição política e assédio psicopático dentro de seu trabalho. Com seu depoimento, provou mais uma vez que Alexandre de Moraes queria a minha cabeça desde quando falei de sua ficha e me encontrei com [o então presidente] Temer e com colegas ativistas para não indicá-lo ao STF.
Com isso, só provamos cada vez mais a minha inocência! Espero e estou confiante de que conseguirei provar que isso não passou de perseguição política e que sou inocente. E se tiver que passar por tudo o que estou passando para ajudar o Brasil a ser um país livre e democrático, podem contar sempre comigo. Deus está me dando forças! Ele é meu pastor e nada me faltará. Amo o Brasil, amo os brasileiros.”
Presa na Itália e condenada no Brasil
Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho, após seu nome constar na lista vermelha da Interpol, conforme pedido das autoridades brasileiras. A prisão ocorreu após sua fuga do Brasil, motivada por duas condenações no Supremo.
A primeira, em maio, foi por invadir sistemas do CNJ, com pena de 10 anos; a segunda, mais recente, é de cinco anos e três meses, por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal durante a campanha eleitoral de 2022.


