O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela tentativa de golpe de Estado foi marcado para começar no dia 2 de setembro no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, agendou sessões extraordinárias para a primeira quinzena do mês. O processo terá a relatoria do ministro Alexandre de Moraes e, caso seja condenado, a pena de Bolsonaro pode chegar a 43 anos de prisão. A defesa, no entanto, espera que o julgamento seja adiado por um pedido de vistas do ministro Luiz Fux.

Zanin, ministro do STF, marcou o julgamento de Jair Bolsonaro e outros aliados para o dia 02 de setembro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Zanin, ministro do STF, marcou o julgamento de Jair Bolsonaro e outros aliados para o dia 02 de setembro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin, marcou para 2 de setembro a primeira sessão de julgamento da ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado. Sessões extraordinárias foram agendadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, com horários tanto pela manhã quanto à tarde.

Réus e acusações

O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, considerados membros do núcleo crucial da suposta organização criminosa, serão julgados. A acusação, feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), aponta para crimes que, no caso de Bolsonaro, podem levar a uma pena máxima de até 43 anos de prisão. A definição da pena, no entanto, caberá aos ministros do STF.

Como será o julgamento

O julgamento seguirá um rito específico. O relator da ação, o ministro Alexandre de Moraes, será o primeiro a votar. Na sequência, a PGR terá duas horas para sua manifestação, seguida pela defesa de cada réu, que terá uma hora.

A ordem de votação dos ministros deverá ser: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por fim, Cristiano Zanin. A sequência, no entanto, pode ser alterada. Entre os advogados de Bolsonaro, há a expectativa de que o ministro Luiz Fux possa pedir vistas, o que adiaria a conclusão do julgamento para além das datas já marcadas.

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