Pesquisa mostra que 60,9% dos eleitores de Lula recebem Bolsa Família, contra 28,9% entre os de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, os dois aparecem em empate técnico dentro da margem de erro.

Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini.
Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini.

Um recorte da pesquisa nacional divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta segunda-feira (30) revela um dado relevante sobre o perfil do eleitorado brasileiro: entre os que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 60,9% afirmam que eles ou alguém da mesma residência recebe o Bolsa Família.

Bolsa família faz diferença?

O percentual é significativamente superior ao registrado entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), onde 28,9% dizem ter acesso ao benefício social dentro de casa. A diferença evidencia o peso dos programas de transferência de renda na base eleitoral do atual presidente.

O levantamento também aponta que 5% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar sobre o tema, enquanto 5,2% afirmaram votar branco ou nulo.

Os dados fazem parte de um detalhamento demográfico mais amplo da pesquisa, que analisou fatores como renda, escolaridade, região do país e participação religiosa dos eleitores.

Empate técnico no segundo turno

No cenário estimulado de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em situação de empate técnico. O senador tem 45,2% das intenções de voto, enquanto o presidente soma 44,1%.

Considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, não é possível apontar vantagem estatística entre os dois candidatos.

Além disso, 6,2% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 4,5% não souberam responder.

Metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 28 de março, com 2.080 eleitores em todas as regiões do país. As entrevistas foram feitas de forma presencial.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00873/2026.

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