A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, formalizou na sexta-feira (27) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e confirmou que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Durante o evento realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a ministra criticou a gestão estadual e classificou o governo paulista como “ingrato”.

Reprodução / Instagram
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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, formalizou na sexta-feira (27) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e confirmou que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. Durante o evento realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a ministra criticou a gestão estadual e classificou o governo paulista como “ingrato”.

Segundo Tebet, o estado tem recebido apoio financeiro relevante do governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, independentemente de diferenças partidárias.

Crítica ao governo paulista

Em discurso durante o ato de filiação, Tebet afirmou que São Paulo não está no “rumo certo” e disse que a administração do governador Tarcísio de Freitas tem sido beneficiada por recursos federais. A ministra destacou que a União tem garantido financiamentos internacionais utilizados pelo estado e pelo município de São Paulo. De acordo com ela, esses aportes superam US$ 4,5 bilhões.

“Se hoje tem caixa no estado de São Paulo, se hoje consegue economizar quase R$ 1 bilhão por ano, é porque tem um presidente da República que não olha coloração partidária”, afirmou.

Tebet disse também que o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes foi “agressivo” e “deselegante com todas as mulheres brasileiras”.

“Primeiro que tá pra nascer o homem que vai me direcionar e fazer de mim uma marionete. Meu pai até que tentou. Quando ele falava com jeitinho e até atendia, por dever filial, e por meu pai ter sempre conduzido a minha vida. Mas fora isso, tá pra nascer o homem. É mais fácil eu atender um pedido da Tabata, da Marina Silva, das nossas mulheres do PSB, do que de qualquer outra autoridade masculina desse país”, afirmou.

Nunes afirmou, dias antes, que Tebet era uma marionete de Lula ao lançar candidatura ao Senado Federal por São Paulo. A fala não bom bem recebida pela candidata, que foi parceiro de Nunes durante as eleições presidenciais, em 2022.

Declaração reforça fala de Lula

A crítica de Tebet reforça comentários feitos por Lula no início da semana, durante anúncio de um investimento industrial em São Paulo. Na ocasião, o presidente lamentou a ausência de Tarcísio de Freitas no evento e mencionou um investimento de quase R$ 7 bilhões destinado ao estado, voltado à geração de empregos e desenvolvimento tecnológico.

Evento reuniu lideranças políticas

O ato de filiação contou com a presença de diversas lideranças do PSB e aliados políticos. Entre os participantes estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, além da deputada federal Tabata Amaral. Também compareceram o presidente estadual do partido, Caio França, e o ex-ministro José Dirceu, que ocupou lugar de destaque na cerimônia.

Saída do MDB e nova disputa eleitoral

Natural de Mato Grosso do Sul, Tebet deixou o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido ao qual esteve filiada por quase três décadas, para disputar o Senado por São Paulo. A mudança de sigla já vinha sendo articulada nos bastidores políticos e foi anunciada oficialmente no último sábado (21).

Durante o discurso, a ministra também comentou os desafios enfrentados por mulheres na política e afirmou que a participação feminina ainda encontra barreiras.

Defesa da democracia e da chapa para 2026

Tebet ainda criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu a necessidade de proteger a democracia brasileira. Ela também sinalizou apoio à manutenção da atual chapa presidencial nas eleições de 2026, defendendo a permanência de Geraldo Alckmin como vice-presidente.

“Tenho orgulho de caminhar em 2026 com um homem da retidão, da experiência, da competência e da fé inabalável”, declarou a ministra.

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