Imagens de câmeras de segurança de um mercado na Zona Norte de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul ajudaram a Polícia Civil a identificar e prender Ricardo Jardim, de 66 anos, acusado de matar e esquartejar a companheira e abandonar parte dos restos mortais dela em uma mala na rodoviária da capital.
Imagens de câmeras de segurança de um mercado na Zona Norte de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ajudaram a Polícia Civil a identificar e prender Ricardo Jardim, de 66 anos, acusado de matar e esquartejar a companheira e abandonar parte dos restos mortais dela em uma mala na rodoviária da capital.
Segundo as investigações, logo após deixar a bagagem no guarda-volumes do terminal, o homem foi até o estabelecimento e comprou bebidas alcoólicas. Nas imagens, ele aparece sem a máscara cirúrgica que havia utilizado momentos antes, conversando com funcionários e clientes na fila do caixa.
O delegado Mário Souza destacou que o suspeito demonstrava comportamento calculista: “É uma pessoa extremamente educada, inteligente, com senso de humor. Apresenta um perfil psicopata”, afirmou.
O caso
A vítima, uma mulher de 65 anos, mantinha relacionamento com Ricardo havia cerca de cinco meses. A polícia acredita que o crime teve motivação financeira, já que o homem tentou movimentar a conta bancária dela e utilizou o celular da vítima para enganar familiares e amigos sobre seu paradeiro.
Além da mala deixada na rodoviária, partes do corpo foram encontradas em sacos de lixo na Zona Leste da cidade.
Antecedentes criminais
Ricardo já havia sido condenado em 2018 por matar a própria mãe em 2015. À época, ocultou o corpo concretando-o dentro de casa, em um crime também motivado por interesse econômico: o recebimento de um seguro de vida no valor de R$ 400 mil. Ele cumpria pena no regime semiaberto, mas estava foragido desde abril de 2024.
De acordo com a polícia, o homem planejou detalhadamente o assassinato da companheira, utilizando disfarces, documentos falsos e até pistas falsas — como um bilhete com dados de um escritório de contabilidade e o uso de documentos de terceiros para tentar retirar a mala.
Ricardo confessou ter ocultado o cadáver da mãe no passado, mas nega o assassinato atual. As investigações continuam.
