A Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu uma autorização provisória para que o governo do presidente Donald Trump continue realizando detenções de imigrantes com base em critérios como raça e idioma.

Foto: Casa Branca/Joyce N. Boghosian
Foto: Casa Branca/Joyce N. Boghosian

Nesta segunda-feira (08), a Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu uma autorização provisória para que o governo do presidente Donald Trump continue realizando detenções de imigrantes com base em critérios como raça e idioma.

A decisão suspendeu temporariamente uma ordem anterior da juíza distrital Maame Frimpong, de Los Angeles, que havia proibido tais práticas.

A ordem original da juíza Frimpong, emitida em 11 de julho, visava proteger as pessoas contra abordagens e detenções sem “suspeita razoável” de presença ilegal, incluindo casos onde a única suspeita era o fato de o indivíduo falar espanhol ou ter sotaque. A juíza havia declarado que essas ações violavam a Quarta Emenda da Constituição dos EUA, que protege contra buscas e apreensões injustificadas.

Relevância do caso e contexto político

A decisão da Suprema Corte, que contou com o voto contrário dos três juízes liberais, tem um grande impacto em um cenário político já tenso. A maioria conservadora do tribunal, com 6 votos a 3, tem apoiado as políticas de imigração do governo Trump em vários recursos.

O processo que chegou à Suprema Corte foi movido por um grupo de latinos, incluindo cidadãos americanos, que alegaram terem sido abordados de forma injusta em operações do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).

A importância do caso foi ainda mais evidenciada após a recente prisão de 475 trabalhadores em uma fábrica de baterias da Hyundai, na Geórgia. Segundo o governo, muitos dos detidos não tinham autorização para trabalhar no país, possuindo apenas vistos temporários para turismo ou negócios.

Esse tipo de operação, que reflete a política de endurecimento da imigração, gera intensos debates e levanta questões sobre direitos constitucionais e o tratamento de imigrantes nos EUA.

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