A Polícia Civil confirmou nesta terça (9) que as pernas encontradas na Zona Sul de Porto Alegre (RS) pertencem a Brasília Costa, 65 anos, mesma vítima cujo tronco foi achado em uma mala na Rodoviária e restos mortais em sacolas na Zona Leste.
Segundo o delegado Mário Souza, do Departamento de Homicídios, falta localizar apenas a cabeça para concluir a identificação e avançar na definição da causa da morte.
O principal suspeito é o publicitário Ricardo Jardim, preso preventivamente. Ele já havia sido condenado em 2018 por matar e concretar a mãe. O caso é investigado como feminicídio e teria motivação financeira.
A Polícia Civil confirmou nesta terça-feira (9) que as pernas encontradas no lago Guaíba, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, pertencem à mesma vítima cujo tronco havia sido localizado dentro de uma mala, no guarda-volumes da Estação Rodoviária, e cujos restos mortais estavam em sacolas de lixo na Zona Leste da cidade.
A vítima foi identificada como Brasília Costa, de 65 anos. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) chegou ao resultado por meio da análise de DNA.
Uma das pernas foi achada no sábado (6), na Orla de Ipanema. A outra foi localizada no domingo (7), por pescadores, na mesma região.
“Recebemos a confirmação do exame de DNA de que ambas as pernas são da mesma vítima. Isso fecha uma parte importante da investigação. Ainda falta apenas localizar a cabeça”, explicou o delegado em entrevista para a RBS.
Cabeça da vítima não foi encontrada
A cabeça de Brasília Costa continua desaparecida. A localização dessa parte do corpo será fundamental para a identificação completa e para a definição da causa da morte.
Paralelamente, a polícia aguarda o resultado da perícia no celular da vítima e nos equipamentos apreendidos com o suspeito, Ricardo Jardim. O objetivo é verificar se as mensagens enviadas em nome de Brasília foram de fato escritas por ela e mapear possíveis movimentações financeiras que ajudem a esclarecer a motivação do crime.
Vítima e suspeito eram namorados e teriam se conhecido em um abrigo, após as enchentes no Guaíba.
Suspeito está preso
Ricardo Jardim, publicitário, está preso preventivamente. Em 2018, ele já havia sido condenado a 28 anos por matar e concretar a própria mãe. Até o momento, segundo a Polícia Civil, o suspeito não apresentou defesa.
Avanços da investigação
- Depósito da mala: câmeras registraram um homem deixando o objeto no guarda-volumes da rodoviária em 20 de agosto. O volume permaneceu ali por cerca de 12 dias, até ser aberto devido ao forte odor.
- Planejamento e ocultação: o autor teria retirado as pontas dos dedos das mãos da vítima e deixado a cabeça por último, numa tentativa de dificultar e retardar a identificação.
- Relação e motivação: as investigações apontam que Ricardo mantinha um relacionamento com Brasília e tentou utilizar os cartões dela. Há comprovantes de transações financeiras entre ambos. A polícia trabalha com a hipótese de motivação econômica.
- Apreensões: celulares e um notebook foram recolhidos com o suspeito e serão periciados após autorização judicial.
- Classificação do crime: o caso é tratado como feminicídio. Laudos complementares deverão confirmar a causa da morte após a reunião de todos os segmentos do corpo.
