Nesta quinta-feira (11), após condenação de Jair Bolsonaro por maioria no Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais para questionar a fala da ministra Cármen Lúcia. A postagem faz um contraponto direto à declaração da magistrada de que as urnas eletrônicas nunca foram questionadas.

Após condenação de Bolsonaro, Michelle posta vídeo de Dino questionando urnas

Nesta quinta-feira (11), após condenação de Jair Bolsonaro por maioria no Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais para questionar a fala da ministra Cármen Lúcia. A postagem faz um contraponto direto à declaração da magistrada de que as urnas eletrônicas nunca foram questionadas.

O julgamento e a fala da ministra

A decisão do STF marcou um momento histórico na política brasileira. Com o voto de Cármen Lúcia, a 1ª Turma formou maioria para condenar Jair Bolsonaro e outros réus por crimes como golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.

Em seu voto, a ministra afirmou que foi comprovado que Bolsonaro agiu como líder de uma organização criminosa e, em um de seus pontos, destacou que a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro não teria sido alvo de contestações sérias.

O contra-ataque de Michelle Bolsonaro nas redes sociais

Para rebater a fala de Cármen Lúcia, Michelle Bolsonaro publicou um vídeo antigo do ministro da própria Corte, Flávio Dino. Na gravação, Dino, que na época era político e não magistrado, aparece defendendo a necessidade de aprimoramento e fiscalização do sistema eleitoral.

“O sistema das urnas eletrônicas precisa ser auditável e aprimorado, melhor acompanhado”, diz Dino no vídeo.

 

A publicação da ex-primeira-dama foi interpretada como uma crítica direta ao STF e à narrativa de que as preocupações sobre as urnas são infundadas. Ao usar o vídeo de um atual ministro da Corte, Michelle buscou dar peso à sua argumentação e mostrar que o tema já foi levantado por figuras proeminentes do cenário político, inclusive por aqueles que hoje fazem parte do Judiciário. A estratégia de usar a fala de um “adversário” para contestar a base da condenação de Bolsonaro mobilizou a base de apoio do ex-presidente.

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