O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou um aumento de aprovação, atingindo 33% de ótimo ou bom, conforme a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (11). No entanto, o índice de reprovação ainda se mantém em 38%.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou um aumento de aprovação, atingindo 33% de ótimo ou bom, conforme a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (11). No entanto, o índice de reprovação ainda se mantém em 38%.
A pesquisa foi realizada em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de atentar contra a democracia.
Lula recupera terreno após crise
A alta na aprovação de Lula representa uma interrupção na queda de popularidade que o presidente vinha enfrentando. Em julho, sua aprovação estava em 29% e a reprovação em 40%.
A nova pesquisa mostra que ele voltou ao patamar de dezembro de 2024, antes de ser pressionado por uma série de crises, como a econômica e a chamada “crise do Pix”.
Apesar da leve melhora, a reprovação continua em alta, com 38% dos entrevistados classificando a gestão como ruim ou péssima. Outros 28% consideram o governo “regular”.
Julgamento de Bolsonaro e o cenário político
O levantamento do Datafolha indica que a recuperação de Lula ocorre em um cenário político marcado pela condenação de Bolsonaro. O resultado pode ser um reflexo da polarização e do impacto do processo judicial contra o ex-presidente na opinião pública. O petista tenta retomar o apoio popular, enquanto a oposição lida com o desgaste político decorrente do julgamento.
Comparação de governos e perfil do eleitorado
Após dois anos e nove meses de mandato, Lula tem 33% de aprovação, um índice superior aos 22% de Jair Bolsonaro no mesmo período de governo. Em relação à atuação pessoal, Lula tem 48% de aprovação contra 48% de desaprovação, um empate dentro da margem de erro.
O presidente mantém sua base de apoio mais forte no Nordeste (45% de ótimo/bom) e entre eleitores de menor escolaridade e renda. A reprovação, por sua vez, é maior no Sul, entre evangélicos e em faixas de maior renda e escolaridade.
