A Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo, confirmou que outras duas pessoas ficaram feridas no ataque que matou o secretário de Segurança e ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, na noite desta segunda-feira (15), no bairro Mirim.
Segundo nota atualizada do município, um homem e uma mulher foram atendidos por equipes do Samu e encaminhados inicialmente à UPA Quietude. Os dois foram transferidos para o Hospital Municipal Irmã Dulce. A mulher deve receber alta em breve, enquanto o homem seguirá internado para continuidade dos cuidados. Ambos estão fora de risco.
Ruy Ferraz foi alvo de uma emboscada quando dirigia seu carro. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele tentou fugir dos criminosos, mas perdeu o controle da direção e capotou após bater em um ônibus.
A morte do ex-delegado-geral, conhecido por seu histórico de combate à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), gerou comoção e também acendeu o alerta das autoridades de segurança. Segundo fontes ouvidas pelo BacciNotícias, os investigadores trabalham com duas principais hipóteses para a execução:
Ligação com o PCC: Ruy Ferraz foi um dos responsáveis por conduzir investigações que atingiram diretamente o líder da facção, Marcola. Em 2019, ele foi jurado de morte pelo PCC. A polícia apura se um integrante da facção, recentemente solto de um presídio federal e apontado como intermediador de ordens entre presídios e favelas dominadas, teria recebido a missão de eliminar o ex-delegado.
Disputa em contratos da Prefeitura: Outra linha de investigação considera que o crime possa estar relacionado a divergências em contratos de licitação da Prefeitura de Praia Grande, onde Ruy ocupava o cargo de secretário de Segurança.
A Polícia Civil segue colhendo imagens de câmeras da região e ouvindo testemunhas para tentar identificar e prender os responsáveis pelo atentado.
