O ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi executado a tiros na noite desta segunda-feira (15), em Praia Grande (SP). Considerado um dos maiores inimigos do Primeiro Comando da Capital (PCC), ele circulava sem escolta ou qualquer proteção oficial, mesmo após anos de ameaças da facção criminosa.

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O ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi executado a tiros na noite desta segunda-feira (15), em Praia Grande (SP). Considerado um dos maiores inimigos do Primeiro Comando da Capital (PCC), ele circulava sem escolta ou qualquer proteção oficial, mesmo após anos de ameaças da facção criminosa.

Duas semanas antes de morrer, Ruy Ferraz Fontes revelou, em entrevista à CBN e ao jornal O Globo, que vivia sem seguranças, apesar de seu histórico de combate ao PCC.

“Desde 2002 fui encarregado de fazer investigações relacionadas especificamente com o PCC (…) eu tenho proteção de quê? Eu moro sozinho na Praia Grande, que é o meio deles. Eu não tenho estrutura nenhuma.”

Segundo imagens de câmeras de segurança, o carro de Ruy Ferraz bateu em dois ônibus antes de tombar. Logo após o acidente, três criminosos armados com fuzis desceram de outro veículo, cercaram o automóvel e dispararam diversas vezes contra o ex-delegado.

O ataque, que tem características de emboscada planejada, mostra o grau de organização e ousadia dos criminosos.

Veja o vídeo:

 Carreira marcada pelo combate ao PCC

Ruy Ferraz Fontes foi delegado da Polícia Civil de SP entre 2019 e 2022, na gestão João Doria. Ele também comandou unidades estratégicas como o Deic, Denarc e DHPP, além da Delegacia de Roubo a Bancos.

Desde 2023, ocupava o cargo de secretário de Administração de Praia Grande.

Há cerca de seis anos, Ruy foi ameaçado em cartaz enviadas por Marcola. Os ocumentos obtidos pelo Ministério Público mostravam que o chefe da facção determinou, mesmo preso em regime de isolamento federal, a morte de três policiais como forma de “retaliação” pela sua transferência de presídio, entre eles, estava o ex-delegado.

Marcola já havia mandado matar delegado Ruy Ferraz Fontes

Investigação da emboscada

O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, anunciou a criação de uma força-tarefa especial para prender os responsáveis. O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) também participa das investigações.

 

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