Três cães, duas shitzus e um lhasapso, morreram após ficarem cerca de 1h30 presos dentro de um carro do pet shop, em Americana (SP). Os animais haviam sido levados para banho e tosa e não foram devolvidos no horário de costume. Segundo boletim de ocorrência, eles morreram por hipertermia (calor extremo). A família acionou advogados e a Polícia Civil para investigar o caso e buscar indenização por danos morais e materiais.
Uma idosa de 71 anos passou ficou em estado de choque após seus três cães morrerem depois de terem sido levados a um pet shop para tomar banho, em Americana, no interior de São Paulo. O caso ocorreu na terça-feira (11) e está sendo investigado pela Polícia Civil, com assessoria jurídica acionada para apurar responsabilidades.
Os três cães, Crital (shitzu, 10 anos), Luna (shitzu, 8 anos) e Fofão (lhasapso, 11 anos), foram entregues ao pet shop por volta das 9h para banho e tosa, e deveriam retornar até o meio-dia. A demora, porém, fez a família suspeitar que algo estava errado. Por mensagens de WhatsApp, o dono questionou a equipe sobre o atraso e recebeu a resposta chocante: “Não está tudo bem, eles morreram”.
Segundo o boletim de ocorrência, a funcionária do pet shop explicou que precisou levar outro animal a um endereço distante, deixando os cães nas caixas de transporte dentro do carro por cerca de uma hora e meia. Os animais foram levados a uma clínica veterinária, onde a médica constatou que a causa da morte provavelmente foi hipertermia, sem sinais de violência.
A família constituiu os advogados Rafael Possobon e Gustavo Maranha, que afirmaram que serão tomadas medidas tanto na esfera criminal quanto civil. Conforme o advogado Possobon, “registramos boletim de ocorrência e a Polícia Civil vai apurar os fatos. Também vamos buscar reparação civil por danos materiais e morais, para que casos como este não se repitam”.
A ativista Roberta Lima, da equipe Cadeia para Maus-Tratos, foi acionada para auxiliar nas providências, enquanto os advogados do estabelecimento afirmaram que se trata de um episódio isolado e lamentável, garantindo colaboração plena com as autoridades.
O petshop se manifestou por meio de nota dos advogados:

