Um casal armado invadiu nesta quinta-feira (18) o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Feminino do Butantã, em São Paulo, e resgatou a detenta Rafaela Sampaio, 27 anos, condenada por furto.

A ação, que durou cerca de 30 minutos, ocorreu durante a movimentação de caminhões no local. Os três fugiram a pé, cruzaram a Rodovia Raposo Tavares e tentaram roubar um carro, mas foram surpreendidos por um policial à paisana e entraram em uma mata.

A polícia realiza buscas. A unidade prisional, reativada em 2024, já havia registrado sete fugas em julho e enfrenta críticas por falhas de segurança.

‘Princesinha do crime’ é resgatada de dentro de presídio por casal armado

Um casal armado invadiu, na manhã desta quinta (18), o Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Feminino do Butantã, em São Paulo, capital, e resgatou a detenta Rafaela Sampaio Camorim, 27 anos, condenada por furto, conhecida como “Princesinha do crime”.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a ação durou cerca de 30 minutos. Polícia Militar e Polícia Civil fazem buscas para localizar os suspeitos.

Como foi o resgate

De acordo com relatos de funcionários, o casal aproveitou a movimentação de caminhões para render a agente que controlava o portão de entrada.

Enquanto o homem vigiava o acesso, a mulher subiu até o segundo andar, manteve uma policial penal refém e libertou Rafaela. Na fuga, os três cruzaram a pé a Rodovia Raposo Tavares, na altura do km 19,5, e tentaram roubar um carro em uma concessionária, mas foram surpreendidos por um policial à paisana e escaparam em direção a uma área de mata.

A SAP informou que não havia policiais penais armados na unidade, o que exigiu a mobilização de equipes de folga e de presídios vizinhos para reforçar as buscas. O caso é investigado pela 75ª Delegacia de Polícia (Jardim Arpoador).

Problemas de segurança

O CPP Feminino do Butantã acumula um histórico de problemas de segurança. Inaugurado em 1990, o prédio passou por diversas mudanças de uso e chegou a ser desativado em 2021. Reativado em junho de 2024, já registrou fugas em julho, quando sete presos escaparam em dois episódios. Um relatório da Defensoria Pública apontou falhas estruturais no setor disciplinar.

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