Cientistas estudam os tardígrados, minúsculos animais de até 1 mm conhecidos como ursos-d’água, para desenvolver aplicações que vão da proteção de pacientes contra radiação em tratamentos de câncer à conservação de alimentos e remédios, além da exploração espacial.

Extremamente resistentes, eles já foram encontrados em ambientes hostis como o topo do Himalaia, o fundo do mar, a Antártida e até sobreviveram ao vácuo do espaço, onde algumas fêmeas chegaram a pôr ovos e gerar filhotes.

Imagem Science Photo Library via BBC News
Imagem Science Photo Library via BBC News

Pesquisadores estudam maneiras de aproveitar as habilidades únicas dos tardígrados, que são minúsculos animais de até 1 milímetro, conhecidos como ursos-d’água, para aplicações que vão de tratamentos contra o câncer à exploração espacial.

Esses organismos, que lembram pequenos monstros de ficção científica com garras afiadas e dentes pontiagudos, já provaram suportar condições que seriam fatais para a maioria das formas de vida.

Pesquisas

As pesquisas miram usos como proteger pacientes de terapias de radiação, prolongar a conservação de alimentos e substâncias médicas, e até viabilizar viagens interplanetárias, de acordo com o site Época Negócios.

Cientistas já catalogaram cerca de 1,5 mil espécies desses parentes dos artrópodes, grupo que inclui insetos e crustáceos, mas ainda não chegaram a um consenso sobre sua classificação exata no reino animal.

Habitantes típicos de musgos, líquens e folhas úmidas, os tardígrados também são encontrados em ambientes extremos, como o topo do Himalaia, o fundo do oceano, a Antártida e fontes termais altamente ácidas no Japão.

O que é surpreendente é que os tardígrados podem até ser cozidos, congelados, atirados com armas de fogo ou serem lançados ao espaço, que mesmo assim, conseguem sobreviver a quase tudo.

Sobreviventes no espaço

A resistência não se limita à Terra: em 2007, eles se tornaram os primeiros animais conhecidos a sobreviver ao espaço, e algumas fêmeas chegaram a pôr ovos fora do planeta, gerando descendentes saudáveis ao retornar.

O que dizem os especialistas

“Tudo o que fica normalmente no interior da célula fica esmagado”, afirma o professor de Biologia Molecular Thomas Boothby, da Universidade de Wyoming, nos Estados Unidos, para o site Época Negócios.

Os tardígrados evoluíram para enfrentar a dissecação, ou seja, eles sobrevivem quando ficam desidratados.

 

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