Cleberson Paulo dos Santos, conhecido como “Nego Mimo”, integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi morto em confronto com a Polícia Militar no dia 23 de setembro de 2025, na zona leste de São Paulo. Ele já havia sido apontado em 2019 como parte de um plano para assassinar o então delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto neste mês em Praia Grande em uma emboscada que segue sob investigação. Segundo a PM, Nego Mimo foi localizado após denúncias e reagiu à abordagem disparando contra os agentes do Batalhão de Choque, que revidaram. Alvejado no tórax, ele chegou a ser levado ao Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu. Com ele, a polícia encontrou uma pistola 9 mm com numeração raspada.
Cleberson Paulo dos Santos, conhecido como “Nego Mimo”, integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), que foi morto em confronto com a Polícia Militar na terça-feira (23), na Zona Leste de São Paulo, pode não ter ligação com a morte do ex-delegado Ruy Ferraz.
As investigações ainda não apontaram nenhuma ligação entre o faccionado e o crime, mesmo após ele ter sido apontado, em 2019, como parte de um plano para matar Ruy.
Segundo a PM, Nego Mimo foi localizado após denúncias e reagiu à abordagem disparando contra os agentes do Batalhão de Choque, que revidaram. Alvejado no tórax, ele chegou a ser levado ao Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu. Com ele, a polícia encontrou uma pistola 9 mm com numeração raspada.
O criminoso estava foragido do sistema prisional após não retornar de uma saída temporária, e cumpria pena por homicídio, além de acumular antecedentes por tráfico de drogas, associação criminosa, corrupção de menores, falsificação de documentos e uso de identidade falsa. Fontes da investigação apontam que, dentro do PCC, ele atuava como liderança disciplinar na Zona Leste, coordenando ações de integrantes em liberdade.
Ligação com o PCC
A ligação de Nego Mimo com o crime organizado já havia surgido em relatórios da inteligência policial, que o identificavam como integrante do chamado “Bonde dos 14”, grupo associado ao PCC e que teria articulado atentados contra autoridades estaduais. Em 2019, ele foi mencionado em investigações sobre um suposto plano contra Ruy Ferraz, que anos depois acabaria assassinado em um ataque cinematográfico no litoral paulista.
Embora a Polícia Civil ainda não tenha confirmado a participação direta de Cleberson na execução do ex-delegado, sua morte ocorre em meio às apurações que buscam identificar mandantes e executores do crime. Para autoridades de segurança, a eliminação de um foragido com perfil de liderança dentro da facção representa um duro golpe no PCC, mas não significa o enfraquecimento imediato de uma estrutura criminosa tão articulada.
