Ao Bacci Notícias, irmã e cunhado de Jaqueline Rodrigues, assassinada pelo próprio marido, se manifestaram na manhã desta segunda-feira (29). Em entrevista exclusiva, Ana Rodrigues e Renan Bego, disseram que jamais poderiam imaginar que o cunhado pudesse cometer tamanha crueldade.
“Pra te falar a verdade só acreditei quando eu fui até a delegacia. Eu precisei ver o circuito de segurança para acreditar. Ficamos todos em choque, não dá prá acreditar. Nunca imaginei que poderia ser ele”, conta a irmã da vítima.
Ana conta que a irmã estava desconfiada de supostas traições do marido e passou a monitorá-lo pelo celular.
Ao Bacci Notícias, irmã e cunhado de Jaqueline Rodrigues, assassinada pelo próprio marido, se manifestaram na manhã desta segunda-feira (29). Em entrevista exclusiva, Ana Rodrigues e Renan Bego, disseram que jamais poderiam imaginar que o cunhado pudesse cometer tamanha crueldade.
“Pra te falar a verdade só acreditei quando eu fui até a delegacia. Eu precisei ver o circuito de segurança para acreditar. Ficamos todos em choque, não dá prá acreditar. Nunca imaginei que poderia ser ele”, conta a irmã da vítima.
Ana conta que a irmã estava desconfiada de supostas traições do marido e passou a monitorá-lo pelo celular.
“Minha irmã acreditava que a traição não iria abalar o casamento dela, depois de tudo que ela passou em relação a doença. Ela não queria desistir do casamento, quis ir até o final”.
Embora Jaqueline tenha se queixado para a mãe, dias antes, da ausência do marido, ela preferiu manter a relação.
“Ela disse pra nossa mãe que ele já estava distante, que olhava o celular escondido dela, e que já tinha descoberto que duas mulheres mantinham contato direto com o Adriano”
O esposo de Ana, Renan, foi o primeiro a chegar na cena do crime e perceber que algo já estava diferente da versão contada pelo cunhado.
“Quando eu cheguei na chácara, vi minha cunhada deitada num ponto do chão e não tinha pegada de sangue. Enquanto do outro lado, possivelmente onde ela caiu, tinha vestigios. os próprios peritos chegaram a dizer, lá na hora, que a cena do crime foi alterada. Muitas coisas, inclusive na versão dele, não batiam de jeito nenhum”
E foi o próprio Renan que estranhou, no dia do crime, que a cunhada tinha mandado uma mensagem no grupo da família muito cedo, algo que ela não fazia.
“Ela mandou bom dia povo, e 2 horas após o suposto assalto. Foi tudo muito estranho, ficamos espantados com tudo. Ele era muito quieto, no dia anterior esteve aqui em casa com o meu sobrinho, eles se abraçaram, jamais passaria pela minha cabeça, que ele seria capaz”
Como tudo aconteceu:
Em São Miguel do Iguaçu (PR), um crime brutal ganhou novos desdobramentos nesta semana. A Polícia Civil revelou que o homem de 37 anos, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça, usou o celular da vítima para enviar uma mensagem no grupo da família poucos minutos após o crime.
De acordo com a investigação, o homicídio ocorreu por volta das 5h20. Às 5h31, uma mensagem foi enviada no WhatsApp pelo aparelho da vítima com o texto:
“bom dia povo”. O conteúdo causou estranheza aos parentes, já que a mulher não tinha o hábito de se manifestar tão cedo no grupo.
O homem está preso preventivamente e deve responder por feminicídio, fraude processual e comunicação falsa de crime. O caso segue em investigação para esclarecer a motivação do assassinato.
O crime ocorreu em 13 de setembro, quando Jaqueline Rodrigues Pereira foi encontrada sem vida na área externa da residência do casal, atingida por um disparo na cabeça.
Inicialmente, a versão apresentada oelo marido, Adriano Forgiarini, sugeria que ambos teriam sido vítimas de um assalto. Ele chegou, inclusive, a ser socorrido com ferimentos por arma de fogo e levado ao hospital em estado grave. No entanto, as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná indicaram que o ferimento dele teria sido provocado por ele mesmo, em uma tentativa de forjar a cena do crime.
Imagens de câmeras de segurança, reflexos em vidros, registros de horário e perícia balística ajudaram a desmontar a versão de assalto. Para os investigadores, a mensagem enviada no grupo foi mais uma estratégia do autor para ganhar tempo e afastar suspeitas. A arma usada no homicídio foi apreendida na propriedade da família.
Ao longo de quase duas semanas de apurações, equipes ouviram testemunhas e reuniram provas que levaram à mudança no rumo das investigações e à representação pela prisão preventiva. A defesa de Adriano informou que não irá se manifestar sobre o caso.
A família de Jaqueline, abalada com a notícia, relatou surpresa com as conclusões da polícia. Segundo parentes, Jaqueline havia vencido um câncer de mama em março deste ano e vivia em casamento com Adriano há 12 anos, com quem teve um filho.
As investigações seguem em andamento para esclarecer a motivação do crime e todos os detalhes circunstanciais. Adriano permanece à disposição da Justiça enquanto aguarda audiência de custódia e possíveis desdobramentos no inquérito.
