Facções criminosas causaram um enorme impacto econômico no Brasil, movimentando cerca de R$ 45,3 bilhões na economia paralela e impedindo a criação de aproximadamente 370 mil empregos formais. O levantamento realizado por especialistas em segurança pública, economia e mercado de trabalho demonstra como as organizações ilegais enfraquecem tanto a geração de renda quanto o crescimento sustentável do país.
Facções criminosas causaram um enorme impacto econômico no Brasil, movimentando cerca de R$ 45,3 bilhões na economia paralela e impedindo a criação de aproximadamente 370 mil empregos formais. A informação é de uma nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e demonstra como as organizações ilegais enfraquecem tanto a geração de renda quanto o crescimento sustentável do país.
De acordo com a análise, os recursos provenientes de atividades como tráfico de drogas, extorsão, contrabando, lavagem de dinheiro e mercado negro poderiam ser destinados ao fortalecimento de empresas, à criação de postos de trabalho e ao aumento da arrecadação de impostos. No entanto, acabam sendo absorvidos por estruturas clandestinas que consolidam o poder paralelo.
As regiões com menor presença do Estado, déficits em infraestrutura, fragilidade em políticas públicas e baixa proteção institucional são as mais prejudicadas. Nesses locais, as facções ampliam seu domínio, elevando os custos de operação, inibindo investimentos, aumentando os riscos financeiros e dificultando o acesso ao crédito formal.
Expansão da informalidade
Outro reflexo grave é a expansão da informalidade. Muitos empreendedores, pressionados por ameaças e cobranças ilegítimas, deixam de registrar seus negócios, enquanto trabalhadores evitam empregos com carteira assinada, mostra a análise da CNI. Esse movimento reduz a arrecadação tributária, limita os investimentos em educação, saúde, segurança pública e compromete o desenvolvimento social.
Os especialistas defendem que a reversão desse quadro passa pelo fortalecimento das polícias, modernização da inteligência criminal, integração entre governos estaduais e federais, além de maior transparência e eficiência administrativa. Políticas de inclusão social, investimentos em oportunidades econômicas e programas de prevenção à violência também são vistos como fundamentais para reduzir o espaço de atuação das facções e restabelecer a credibilidade do Estado.
