Dez pessoas, entre elas o deputado Binho Galinha, são alvo da Operação Estado Anômico na Bahia, que investiga organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem e tráfico de armas. A Justiça determinou bloqueio de R$ 9 milhões em bens e suspensão de empresa usada para ocultar recursos. O parlamentar ainda não foi localizado.
Dez pessoas, incluindo o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, são alvos de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão nesta quarta-feira (1º/10), na Operação Estado Anômico. Até o momento, o parlamentar ainda não foi localizado.
A ação ocorre em endereços residenciais e em uma empresa nas cidades de Salvador, Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos. As investigações apontam a existência de uma organização criminosa com estrutura complexa, envolvida em crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico.
Segundo os levantamentos, mesmo sob medidas cautelares anteriores, o deputado teria mantido a liderança do grupo, utilizando empresas de fachada e “laranjas” para movimentar recursos financeiros de forma ilícita. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens dos investigados e a suspensão das atividades de uma empresa usada para lavagem de dinheiro.
Entre os alvos presos estão a esposa do parlamentar, Mayana Cerqueira da Silva, e o filho João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano. Eles chegaram a ser presos em 2023, mas foram soltos em abril de 2024.
O parlamentar foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), em fevereiro, apontado como líder de uma organização criminosa que atua na região de Feira de Santana há mais de uma década. Ele nega as acusações.
A operação é um desdobramento da ‘Operação El Patrón’, deflagrada em dezembro de 2023, que já resultou em denúncias do Ministério Público da Bahia contra 15 pessoas, incluindo o deputado e familiares.
A ação é realizada de forma conjunta pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais), Polícia Federal, Receita Federal e Secretaria de Segurança Pública, com apoio da Força Correcional Integrada (Force) e da Corregedoria da Polícia Militar.
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