A Operação Ilíria, da Polícia Civil de Roraima, usou a peça de Shakespeare como símbolo para desmascarar agentes públicos acusados de favorecimento à prostituição de adolescentes. A ação cumpriu sete mandados, visando desarticular o esquema criminoso que se escondia por trás de cargos de influência social.
A Polícia Civil de Roraima (PCRR) deflagrou no dia 25 de setembro, a Operação Ilíria, que visa desmantelar uma rede criminosa liderada por agentes públicos e pessoas de influência, acusadas de violar gravemente os direitos de crianças e adolescentes.
O simbolismo por trás do nome da Operação
O nome da operação faz uma referência direta à obra “Noite de Reis“, de William Shakespeare, aludindo ao cenário de disfarces e manipulação utilizado pelos investigados para ocultar suas práticas ilícitas por trás de uma fachada de respeitabilidade.
A inspiração para o nome da operação veio da ficção. A região de Ilíria, na peça shakespeariana, é marcada por disfarces e manipulação.
Segundo os investigadores, essa escolha simboliza a conduta dos suspeitos, que supostamente utilizavam seus cargos públicos e influência social para criar uma aparência respeitável, enquanto simultaneamente cometiam graves violações contra os direitos de crianças e adolescentes.
Detalhes da Ação Policial
A Operação Ilíria foi coordenada pelo delegado adjunto da DPCA, Matheus Rezende, e é resultado da investigação conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).
“Essa operação é fruto de um trabalho investigativo contínuo e detalhado, voltado à proteção de crianças e adolescentes. A ação da Polícia Civil, tem como objetivo desarticular um esquema de exploração sexual de adolescentes em Boa Vista, liderado e integrado por agentes públicos. Segundo apurado, esses indivíduos ofereciam bebidas alcoólicas e entorpecentes em troca de favores sexuais. Essa investigação dura aproximadamente dois meses e visa apurar os seguintes delitos: a associação criminosa, favorecimento à prostituição, fornecimento de bebida alcoólica a menor de idade e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito”, destacou o delegado.
Mandados judiciais cumpridos
Para desarticular o grupo, a Justiça expediu sete mandados judiciais. A operação concentrou-se no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão domiciliar e dois de prisão temporária, visando coletar provas e responsabilizar os envolvidos que, até então, se ocultavam sob a capa de cargos e prestígio social.
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