Intoxicações por metanol têm crescido no Brasil, com casos em São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal. Especialistas afirmam que a substância é usada, em geral, para limpar garrafas, mas erros na dosagem tornam a bebida altamente perigosa, podendo causar cegueira ou morte.

O metanol não se destina ao consumo humano — e é altamente tóxico — Foto: Adobe Stock
O metanol não se destina ao consumo humano — e é altamente tóxico — Foto: Adobe Stock

Nos últimos meses, o Brasil tem registrado uma série de casos de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica que, em pequenas quantidades, pode causar cegueira e até a morte. A maioria dos registros ocorreu em São Paulo, com 39 casos, além de quatro suspeitas em Pernambuco e um caso no Distrito Federal envolvendo o rapper Gustavo Hungria, que segue internado com evolução positiva. Até o momento, uma morte foi confirmada, e outros sete óbitos seguem em investigação.

O metanol, quando presente em bebidas alcoólicas, geralmente não tem a intenção de matar. Ele é usado por produtores para limpar garrafas ou ajustar o processo de destilação, mas o erro na dosagem transforma a substância em um veneno extremamente perigoso.

Os acidentes recentes mostram que mesmo pequenas quantidades de metanol podem ser letais. Pessoas que consomem bebidas adulteradas podem ter consequências graves em pouco tempo, incluindo perda de visão e falência de órgãos. A substância pode estar presente em produtos aparentemente comuns, tornando a intoxicação muitas vezes imprevisível.

Em São Paulo, vários bares e estabelecimentos foram interditados preventivamente após a descoberta de bebidas adulteradas. Indústrias de bebidas também passaram por fiscalização, e amostras foram recolhidas para análise. A investigação busca identificar a origem da adulteração e entender como a substância foi incorporada às bebidas consumidas.

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