A Polícia Civil prendeu Felipe Avelino de Souza, conhecido como “Mascherano”, por envolvimento na execução do ex-delegado-geral de SP, Ruy Ferraz Fontes. O suspeito, que tem longo histórico no crime organizado, foi identificado após seu DNA ser encontrado em um dos veículos usados no assassinato.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta segunda-feira(6), Felipe Avelino de Souza, conhecido por “Mascherano”, por suspeita de participação no assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes.
O crime ocorreu em 15 de setembro, momentos após a vítima cumprir expediente como secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande.
Envolvimento no crime
A prisão de Mascherano, realizada em Cotia, na Grande São Paulo, representa um avanço significativo na investigação.
Segundo as autoridades, o DNA do suspeito foi crucial para sua identificação, pois o material genético foi encontrado em um dos veículos utilizados pela quadrilha na execução. Após a detenção, ele foi encaminhado ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
O assassinato de Ruy Ferraz Fontes foi um ato de violência, flagrado por câmeras de segurança: três criminosos armados com fuzis desembarcaram de uma caminhonete, que seguia o carro da vítima, e abriram fogo contra o delegado, que estava aposentado da corporação.
Antecedentes criminais
A polícia aponta que Mascherano, que teve a prisão temporária decretada pela Justiça no mês passado, era uma figura de destaque no crime organizado da região do ABC Paulista. Ele possui um extenso histórico criminal, com antecedentes por tráfico de drogas, roubo qualificado e corrupção de menores desde 2009.
O suspeito já havia sido condenado a quatro anos de prisão por tráfico de drogas em 2014 e, posteriormente, em 2017, a seis anos e dois meses de prisão por roubo qualificado e corrupção de menores, progredindo para o regime aberto em 2023.
Com esta nova prisão, o número de suspeitos detidos sobe, juntando-se a: Dahesly Oliveira Pires, Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como Jaguar, e Willian Silva Marques.
Além deles, mais dois indivíduos identificados na execução seguem foragidos: Flávio Henrique Ferreira de Souza e Luiz Antonio Rodrigues de Miranda.
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