Um homem de 53 anos foi preso pela Polícia Civil após uma fábrica clandestina de bebidas ser descoberta em uma residência no bairro Cardoso, região do Barreiro, em Belo Horizonte. A ação ocorreu na segunda-feira (6) e resultou na apreensão de mais de 1,6 mil garrafas de uma bebida semelhante à cachaça, além de máquinas, tonéis, rótulos falsificados e diversos equipamentos usados na produção.
Um homem de 53 anos foi preso pela Polícia Civil após uma fábrica clandestina de bebidas ser descoberta em uma residência no bairro Cardoso, região do Barreiro, em Belo Horizonte. A ação ocorreu na segunda-feira (6) e resultou na apreensão de mais de 1,6 mil garrafas de uma bebida semelhante à cachaça, além de máquinas, tonéis, rótulos falsificados e diversos equipamentos usados na produção.
De acordo com o delegado Túlio Leno, o imóvel foi transformado em uma espécie de indústria, onde cada andar tinha uma função. No primeiro pavimento, o suspeito armazenava o álcool a granel. Por meio de tubos e mangueiras, o líquido era levado até o terceiro andar, onde ocorria o envase e a adulteração das garrafas.
“Ele tinha todo o maquinário necessário: impressoras de rótulos, fechadoras de tampas e equipamentos de envase. Produzia grandes quantidades e vendia de forma clandestina”, explicou o delegado.
Ainda segundo as investigações, o homem tingia a bebida com uma substância escura para simular o envelhecimento em barris de carvalho e utilizava rótulos de diferentes marcas conhecidas. O objetivo era enganar consumidores e comerciantes, vendendo o produto como se fosse cachaça de qualidade.
Durante a operação, os policiais encontraram um caderno de anotações com nomes de possíveis compradores, fornecedores e pontos de venda em Belo Horizonte. A suspeita é que o material era distribuído para botecos e mercearias de bairros populares.
“O ambiente era completamente inadequado, sem nenhuma condição de higiene. As garrafas ficavam abertas e expostas, o que representa sério risco à saúde pública”, acrescentou Leno.
O imóvel foi interditado pela Vigilância Sanitária, e amostras das bebidas foram enviadas ao laboratório da Polícia Civil para verificar a presença de metanol e outras substâncias tóxicas. Segundo o perito criminal Pablo Marinho, o exame deve determinar o tipo de álcool usado na fabricação e se há risco de intoxicação.
“Vamos confirmar se havia elementos tóxicos como metanol, glicóis e outros ácidos que podem causar sérios danos à saúde ou até levar à morte”, explicou o perito.
Durante o depoimento, o suspeito confessou que produzia as bebidas há anos e admitiu que “já esperava ser descoberto”, principalmente após a repercussão nacional de casos recentes de intoxicação por metanol. Ele foi levado ao sistema prisional e deve passar por audiência de custódia.
A Polícia Civil segue investigando possíveis cúmplices e pontos de revenda do produto falsificado.
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