Um vídeo obtido com exclusividade pelo Portal Bacci Notícias mostra o momento da prisão de Ana Paula Veloso Fernandes, apontada como responsável por ao menos quatro homicídios por envenenamento. A Justiça manteve a prisão preventiva da investigada, que atualmente se encontra na Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo, sob a justificativa de risco à ordem pública e à investigação criminal.

Vídeo flagra serial killer sendo presa (Foto: Reprodução)
Vídeo flagra serial killer sendo presa (Foto: Reprodução)

Imagens obtidas com exclusividade pelo Alô Você, no SBT, mostram Ana Paula Veloso Fernandes, apontada como responsável por ao menos quatro homicídios por envenenamento, acionando policiais militares após sentir um forte odor vindo da residência do vizinho Marcelo Hari Fonseca, em Guarulhos, em 31 de janeiro de 2025. No registro, os agentes confirmam o óbito de Marcelo, sem suspeitar que a própria Ana Paula seria responsável pela morte.

De acordo com o inquérito inicial, Ana Paula relatou aos policiais que não via o vizinho há alguns dias e percebeu um cheiro intenso vindo do imóvel. Ao entrarem na residência, os policiais encontraram Marcelo sobre o sofá, já em estado avançado de putrefação. Na ocasião, não foram identificados sinais de violência, luta ou resistência, e a causa da morte foi registrada como indeterminada.

A investigação inicial foi arquivada, mas o caso foi reaberto após a convergência de elementos com outros crimes cometidos pela suspeita. Familiares do falecido revelaram que Ana Paula residia nos fundos do imóvel e, após a morte de Marcelo, trancou a casa com cadeados novos, impedindo o acesso dos herdeiros. Além disso, ela foi vista queimando pertences do vizinho, incluindo o sofá onde o corpo foi encontrado, e teria ameaçado os familiares quando questionada sobre documentos e contratos de locação.

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Posteriormente, Ana Paula foi denunciada por quatro homicídios, incluindo o de Marcelo, sob a acusação de homicídio triplamente qualificado, com motivação torpe, uso de veneno e dificultando a defesa da vítima.

Prisão preventiva

A Justiça manteve a prisão preventiva da investigada, que atualmente se encontra na Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo, sob a justificativa de risco à ordem pública e à investigação criminal.

Ana Paula foi indiciada formalmente em 1º de setembro de 2025, após ser qualificada em termo de prisão em flagrante no 1º DP de Guarulhos. O relatório final do inquérito policial recomendou a conversão da prisão temporária em preventiva, devido ao “padrão de comportamento serial, metódico e premeditado” demonstrado pela suspeita.

Segundo a decisão judicial, Ana Paula demonstrou “absoluto desprezo pela vida humana” e habilidade em manipular pessoas, fatos e provas. Ela é investigada por homicídios praticados com “frieza, planejamento e total desprezo pela vida humana”, além de tentativa de incriminar terceiros, como ocorreu no episódio conhecido como “caso do bolo com bilhete” na Universidade de Guarulhos.

As investigações apontam que a suspeita chegou a destruir evidências de seus crimes, incluindo a queima de um sofá onde uma das vítimas, Marcelo Hari Fonseca, foi encontrada morta. Ana Paula também teria usado a linha telefônica de uma vítima para enviar mensagens ameaçadoras e simular envolvimento de terceiros.

Durante o interrogatório, Ana Paula confessou participação em diversos homicídios. Entre eles, o assassinato de Neil Corrêa da Silva, motivado por ganho financeiro, e a morte de Maria Aparecida Rodrigues, para incriminar outra pessoa. Ela admitiu ainda o planejamento e execução detalhados, incluindo divisão de tarefas com sua irmã Roberta, uso de códigos para se referir aos crimes e tentativa de dificultar rastreamento financeiro.

Durante buscas, foram encontrados materiais tóxicos compatíveis com envenenamentos, além de celulares e bilhetes que reforçam o padrão criminoso da investigada.

O Ministério Público classifica Ana Paula Veloso Fernandes como uma “criminosa contumaz” e alerta que nenhuma medida alternativa à prisão preventiva seria capaz de conter o perigo que ela representa à sociedade.

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