A maquiadora britânica Amy Louise Leonard, de 20 anos, morreu após complicações causadas pelo uso excessivo de óxido nitroso, o “gás do riso”. Dias antes, ela havia gravado um vídeo alertando sobre os riscos da substância e os danos que sofreu com o consumo constante.

Amy Louise Leonard, de 20 anos, faleceu pelo consumo em excesso de óxido nitroso (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Amy Louise Leonard, de 20 anos, faleceu pelo consumo em excesso de óxido nitroso (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

A maquiadora Amy Louise Leonard, de 20 anos, morreu no dia 2 de outubro após complicações pelo uso constante de óxido nitroso, conhecido como gás hilariante, ou também gás do riso.

Dias antes, enquanto sofria de consequências do consumo exacerbado, a inglesa de Bolton, na Grande Manchester, gravou um vídeo no dia 29 de setembro, alertando sobre os riscos de quem se expõe ao gás em excesso, e relatou o drama que viveu durante seus últimos dias de vida.

“Só quero falar sobre balões e o que eles fazem com o seu corpo. Eles podem privar o seu cérebro de oxigênio, causar tonturas, desmaios e acidentes, levar a danos nervosos a longo prazo com o uso repetido e sobrecarregar seriamente o seu coração e pulmões”, escreveu a jovem, em sua última publicação.

Amy faleceu aos 20 anos de idade

“É fácil pensar que é só uma sensação passageira, mas os riscos são muito reais e frequentemente subestimados, e agora estou hospitalizada, pois não consigo andar há 3 semanas fazendo isso. Todas as minhas panturrilhas estão esmagadas, minhas costas têm um sistema nervoso que está falhando, e isso me deixou tão deprimida que não consigo me mover para lugar nenhum e estou no hospital agora recebendo a ajuda de que preciso, então abandonem os seus balões porque vocês só vão acabar como eu”, completou.

Pelo uso do gás em excesso, Amy desenvolveu coágulos sanguíneos que foram fatais no coração e nos pulmões. Deficiência de vitamina B12 e consequentes danos neurológicos também podem ser percebidos em vítimas do consumo exacerbado.

A utilização é comum em procedimentos médicos como um recurso sedativo que costuma manter os pacientes calmos e relaxados. Por outro lado, o uso descontrolado pode causar euforia, e até mesmo efeitos colaterais, como no caso da jovem.

“Balões não são inofensivos. Qual o problema em simplesmente se divertir com os amigos, sem precisar usar drogas? [..] Não vou parar de conscientizar sobre esse problema, não quero que ele desapareça nunca”, afirmou Catrina Proctor, mãe de Amy.

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