A Polícia Civil de São Paulo prendeu oito suspeitos e matou um homem durante operação contra uma quadrilha de roubos e latrocínios em Paraisópolis. A ação do Deic contou com 170 policiais em São Paulo e Brasília. Segundo a SSP, o morto, Guilherme Rezemberg, era alvo da operação e reagiu à abordagem, versão contestada pela esposa. A quadrilha seria liderada por “Mainha do Crime”, presa em março por envolvimento em outros assassinatos.

Foto: reprodução/redes sociais
Foto: reprodução/redes sociais

A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), realizou nesta quinta-feira (16) uma grande operação contra uma quadrilha especializada em roubos e receptação de alianças, celulares e motocicletas. Até o momento, oito suspeitos foram presos. Durante o cumprimento dos mandados, um homem morreu na rua Ernest Renan, em Paraisópolis, zona sul de São Paulo. Ele foi identificado como Guilherme Rezemberg, de 22 anos.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a ação contou com cerca de 170 policiais e ocorreu simultaneamente na capital paulista e em Brasília, com apoio do Grupo Especial de Reação (GER) e do Serviço Aerotático (SAT).

Em entrevista ao SBT, a esposa do jovem afirmou que ele não estava armado e que os agentes agiram com violência. “O policial me deu dois tapas na cara e me mandou descer. Não tinha nada na casa. Eu escutei tiro e mataram ele. Ele não tinha nada”, disse.

A Polícia Civil nega que tenha havido excesso e afirma que Guilherme era um dos alvos da operação. Segundo o delegado responsável, o suspeito reagiu à abordagem e chegou a atirar contra um policial, sendo baleado em seguida.

A operação teve como foco principal a comunidade de Paraisópolis, onde as investigações apontam que a quadrilha mantinha base. A apuração começou após a prisão de “Mainha do Crime”, em março deste ano. Ela era apontada como líder do grupo e foi detida acusada de envolvimento na morte de um ciclista no Itaim Bibi.

Com a apreensão do celular da criminosa e a quebra do sigilo telefônico, os investigadores descobriram uma rede organizada, composta por ladrões que usavam mochilas de entregadores por aplicativo para praticar assaltos a motociclistas, em alguns casos com morte (latrocínio).

A operação segue em andamento, e a SSP informou que mais detalhes serão divulgados ao longo do dia.

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