O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Parlamento não aceitará a cobrança de bagagem de mão pelas companhias aéreas. Ele vai pautar, em regime de urgência, o Projeto de Lei 5041/2025, que garante ao passageiro o direito de levar gratuitamente uma mala de mão e um item pessoal em voos nacionais e internacionais. A Anac prometeu colaborar com a Câmara, fornecendo estudos técnicos sobre o impacto da medida e cobrando mais transparência das empresas aéreas.

Motta afirma que Câmara não irá aceitar cobrança de bagagem de mão das companhias aéreas
Motta afirma que Câmara não irá aceitar cobrança de bagagem de mão das companhias aéreas

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (16) que a Casa não vai aceitar a cobrança de bagagem de mão pelas companhias aéreas. Segundo ele, a Câmara vai pautar, em regime de urgência, o Projeto de Lei 5041/2025, de autoria do deputado Da Vitoria (PP-ES), que assegura o direito do passageiro de levar consigo uma mala de mão e um item pessoal sem custo adicional.

“Um recado às companhias aéreas que querem cobrar até pela mala de mão nas viagens. A Câmara não vai aceitar esse abuso. O consumidor vem em primeiro lugar”, declarou Motta em publicação nas redes sociais.

O texto do projeto estabelece que as empresas ficam proibidas de oferecer tarifas que excluam ou limitem o direito do passageiro de transportar gratuitamente uma bagagem de mão, dentro dos limites de peso e dimensões definidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A cobrança só poderá ocorrer caso o volume ultrapasse o limite permitido.

A proposta ganhou força depois que companhias aéreas anunciaram tarifas internacionais que restringem o embarque gratuito apenas a mochilas ou bolsas pequenas que caibam sob o assento. Para levar uma mala de mão no compartimento superior, o passageiro precisa pagar mais caro.

O diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, declarou que o órgão vai colaborar com a Câmara e fornecer estudos técnicos sobre o impacto da cobrança no preço das passagens. “O que o Congresso quer é reduzir o custo das passagens, e não impor um ônus a mais para a população”, afirmou.

Atualmente, apenas Latam e Gol adotaram ou planejam adotar a nova tarifa, limitada a voos internacionais. A Azul informou que não pretende cobrar. Segundo Faierstein, o regulamento atual da Anac permite a cobrança em rotas internacionais, mas o tema será revisto em diálogo com o Legislativo.

A Anac também pediu que as companhias sejam mais transparentes na comunicação com os passageiros, explicando o que está incluso nas tarifas e como a retirada de serviços afeta o preço final.

O debate sobre o tema não é novo: em 2021, o então presidente Jair Bolsonaro vetou o retorno da gratuidade para o despacho de bagagens em voos, e o veto ainda aguarda análise no Congresso. Agora, a pressão dos parlamentares reacende a discussão sobre os direitos do consumidor e os custos das passagens aéreas no Brasil.

Entenda o projeto (PL 5041/2025):

  • Bagagem de mão gratuita: passageiros poderão levar uma mala de mão dentro dos limites definidos pela Anac, sem cobrança adicional.

  • Item pessoal incluso: além da mala de mão, o passageiro poderá embarcar com uma bolsa, mochila ou pasta que caiba sob o assento.

  • Proibição de tarifas restritivas: companhias não poderão vender passagens que excluam o direito à mala de mão gratuita.

  • Cobrança só em casos de excesso: se a mala ultrapassar peso ou dimensões permitidas, poderá ser cobrada tarifa proporcional.

  • Aplicação ampla: vale para voos domésticos e internacionais que envolvam trechos em território brasileiro.

 

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