A brasileira Gisele Oliveira, de 40 anos, acusada de matar cinco de seus sete filhos, foi extraditada de Portugal e chegou a Minas Gerais nesta quinta-feira (23), escoltada pela Polícia Federal. Ela estava foragida desde abril de 2025, quando fugiu do Brasil para Portugal após a denúncia da própria mãe às autoridades brasileiras, e seu nome constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

Gisele Oliveira foi presa em Coimbra, Portugal, e extraditada para Minas Gerais; investigada por homicídios de cinco de seus sete filhos, permanecerá à disposição da Justiça. Foto: Reprodução / Redes Sociais.
Gisele Oliveira foi presa em Coimbra, Portugal, e extraditada para Minas Gerais; investigada por homicídios de cinco de seus sete filhos, permanecerá à disposição da Justiça. Foto: Reprodução / Redes Sociais.

A brasileira Gisele Oliveira, de 40 anos, acusada de matar cinco de seus sete filhos, foi extraditada de Portugal e chegou a Minas Gerais nesta quinta-feira (23), escoltada pela Polícia Federal. Ela estava foragida desde abril de 2025, quando fugiu do Brasil para Portugal após a denúncia da própria mãe às autoridades brasileiras. Na época, seu nome já constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

Gisele foi presa em 5 de agosto, em Coimbra, pela Polícia Judiciária portuguesa. No país europeu, ela vivia com um companheiro brasileiro e um filho do casal. Após interrogatório no Tribunal da Relação de Coimbra, ficou em prisão preventiva enquanto aguardava a extradição.

Entre 2008 e 2013, Gisele teria administrado substâncias sedativas aos próprios filhos menores, sempre à noite e longe de testemunhas, resultando na morte deles. A fuga para Portugal não impediu que ela continuasse a intimidar familiares e testemunhas, tentando atrapalhar as investigações.

Chegada ao Brasil

Gisele desembarcou no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins/MG, escoltada por policiais federais. Após exame de corpo de delito, será encaminhada ao Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto (CPFEP), em Belo Horizonte, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Caso seja condenada por todos os crimes, a pena estimada pode chegar a 154 anos de prisão. Até o momento, as motivações para os assassinatos ainda não foram esclarecidas.

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