Cerca de 50 indígenas Guarani-Kaiowá ocuparam neste sábado (25) a Fazenda Ipuitã, em Caarapó (MS), e incendiaram tratores, plantações e a casa da propriedade. O grupo afirma que o local faz parte de território tradicional ainda em processo de demarcação. A Polícia Militar, a Força Nacional e o Corpo de Bombeiros monitoram a área. Não há registro de feridos, e os indígenas seguem na fazenda.

Indígenas colocam fogo em tratores após ocupar fazenda no MS; confira vídeo

Um grupo de cerca de 50 indígenas da etnia Guarani-Kaiowá ocupou, na manhã deste sábado (25), a Fazenda Ipuitã, localizada na zona rural de Caarapó (MS). Durante a ação, tratores, plantações e a casa da propriedade foram incendiados.

Vídeos gravados no local mostram colunas de fumaça e fogo se espalhando pela área, enquanto equipes da Polícia Militar (PMMS), Força Nacional, Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) e Departamento de Operações de Fronteira (DOF) monitoram a situação.

Segundo informações da PM, os indígenas expulsaram o caseiro antes de atear fogo na sede da fazenda. Não há registro de feridos até o momento. As forças de segurança foram acionadas após denúncias de que mais de 30 pessoas armadas teriam invadido a propriedade, embora o tipo de armamento não tenha sido especificado.

O grupo Guarani-Kaiowá afirma que a ação é uma retomada de território tradicional, reivindicado como parte da Terra Indígena Guyraroká, que ainda está em processo de demarcação. Eles alegam ter sido ameaçados e agredidos por seguranças privados e “jagunços” que atuam na região.

Por outro lado, os proprietários rurais sustentam que se trata de uma área particular e cobram ação das autoridades para conter as ocupações.

Conflitos semelhantes vêm sendo registrados em Caarapó nas últimas semanas. Em um episódio recente, dez indígenas — entre eles a liderança Valdelice Veron — foram feridos por balas de borracha durante outra ocupação na mesma região.

Em nota, a PMMS afirmou que atua para “restaurar a ordem pública e garantir a segurança de pessoas e propriedades” e que continuará acompanhando o caso em conjunto com outras forças de segurança.

Até a última atualização, os indígenas permaneciam na fazenda, e o caso será encaminhado às autoridades competentes.

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