Em situações de risco grave à vida — como paradas cardíacas, acidentes ou complicações em cirurgias — algumas pessoas relatam vivências que vão além do físico: sensações de flutuar fora do corpo, passagem por túneis de luz e até revisões da própria vida. Essas experiências, conhecidas como experiências de quase‑morte (EQM), foram detalhadas por 48 pessoas em recente levantamento publicado pelo O Globo.

Pessoas que enfrentam risco extremo à vida relatam sensações de flutuar fora do corpo, passagem por luz intensa e revisão de memórias, experiências que podem transformar a forma como veem a vida. Foto: Divulgação
Pessoas que enfrentam risco extremo à vida relatam sensações de flutuar fora do corpo, passagem por luz intensa e revisão de memórias, experiências que podem transformar a forma como veem a vida. Foto: Divulgação

Em situações de risco grave à vida — como paradas cardíacas, acidentes ou complicações em cirurgias — algumas pessoas relatam vivências que vão além do físico: sensações de flutuar fora do corpo, passagem por túneis de luz e até revisões da própria vida. Essas experiências, conhecidas como experiências de quase‑morte (EQM), foram detalhadas por 48 pessoas em recente levantamento publicado pelo O Globo.

Entre os relatos mais comuns estão a sensação de observar a própria existência de fora do corpo, a passagem por um túnel de luz intensa e a revisão de momentos marcantes da vida, como se estivessem assistindo a um filme pessoal. Muitos descrevem também uma forte sensação de paz e ausência de dor, mesmo diante de situações de extremo perigo.

“É como se o tempo e o espaço deixassem de existir por alguns instantes”, relatou uma das pessoas entrevistadas. Outros comentaram mudanças profundas após o episódio: menor apego a bens materiais, mais valorização das relações pessoais e mudanças de prioridades.

Do ponto de vista científico, pesquisadores sugerem que algumas dessas experiências podem estar ligadas a alterações cerebrais provocadas por falta de oxigênio ou pela liberação de neurotransmissores. No entanto, para quem viveu a EQM, a sensação de realidade e transformação pessoal é intensa, mesmo que difícil de explicar.

Especialistas alertam que, embora essas vivências sejam marcantes, elas não fornecem respostas definitivas sobre a vida após a morte. Ainda assim, o estudo reforça a importância de acolher as pessoas que passam por essas experiências, oferecendo suporte emocional e psicológico.

“Muitos se sentem incompreendidos ou isolados depois da experiência. Reconhecer e respeitar o relato é fundamental”, afirma um pesquisador que acompanha o estudo.

O levantamento mostra que essas experiências, embora individuais, têm efeitos universais: provocam reflexões sobre o valor da vida, estimulam mudanças de comportamento e, muitas vezes, deixam uma marca duradoura na maneira como os indivíduos enxergam o mundo e a própria existência.

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