O crime ocorrido na tarde de segunda-feira (20) em Itapetininga, interior de São Paulo, chocou a cidade e deixou marcas profundas nas famílias das vítimas. Um médico conceituado invadiu uma clínica de optometria e matou duas pessoas, deixando uma terceira ferida. As viúvas das vítimas deram entrevistas ao programa Domingo Legal, neste domingo (26), e relataram o sofrimento após o ataque.
O crime ocorrido na tarde de segunda-feira (20) em Itapetininga, interior de São Paulo, chocou a cidade e deixou marcas profundas nas famílias das vítimas. Um médico conceituado invadiu uma clínica de optometria e matou duas pessoas, deixando uma terceira ferida. As viúvas das vítimas deram entrevistas ao programa Domingo Espetacular, neste domingo (26), e relataram o sofrimento após o ataque.
Segundo o relato de Jéssica, esposa de Paulo Correia Leite Júnior, de 31 anos, que estava no carro em frente à clínica no momento do crime, o marido havia acabado de entrar de férias e estava “feliz da vida”. Ela contou que não entrou na clínica porque a filha de um ano havia dormido, mas ouviu os tiros e descreveu a cena com horror:
“Pode ser que eu tivesse lá com a minha filha no colo e ele não tivesse feito isso, ou tivesse matado a minha filha e eu.”
Jéssica disse ainda que viu o suspeito saindo da clínica e percebeu o cheiro de queimado pouco depois. Ela lamentou profundamente a perda e o impacto sobre sua família:
“Três dias eu escuto essa criança chamar pelo pai. Eu sinto o cheiro, eu ouço os disparos, eu lembro de tudo. O que leva um ser humano a fazer tudo isso?”
A investigação aponta que o suspeito entrou na clínica às 16h18 e executou o crime rapidamente, ordenando que as vítimas ficassem de joelhos ou deitadas de barriga para baixo. Marcelo de Sousa Nogueira, de 41 anos, dono da clínica, e Paulo foram mortos com disparos na parte de trás da cabeça. Agnaldo Antônio de Queirós, de 45 anos, que havia levado Paulo para a consulta, foi baleado no rosto, mas sobreviveu. A polícia acredita que ele escapou porque teria virado a cabeça no momento da execução.
A esposa de Agnaldo, Tainá, também relatou momentos de pânico enquanto o marido conversava com ela ao telefone:
“A gente falou pouquíssimo, não deu tempo de nada. Já começou aquelas vozes, e eu fiquei ouvindo um pouco, mas não consegui entender direito.”
O crime foi premeditado, segundo a polícia, que analisou câmeras de segurança e o percurso do suspeito após deixar o local. O homem permaneceu na rua por cerca de dois minutos antes de entrar em seu carro, como se nada tivesse acontecido.
As viúvas e famílias das vítimas continuam abaladas, descrevendo um sentimento de perda irreparável e questionando a crueldade do ato.
“Momento de pânico total, imagina perder o amor da sua vida”, afirmou Jéssica, refletindo a dor que tomou conta de todos os familiares.
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