Os filhos do jornalista Cid Moreira, Rodrigo e Roger Moreira, se manifestaram publicamente sobre a disputa pelo patrimônio do pai contra a viúva, Maria de Fátima Moreira. As informações foram divulgadas pelo Domingo Espetacular neste domingo (26).
Os filhos do jornalista Cid Moreira, Rodrigo e Roger Moreira, se manifestaram publicamente sobre a disputa pelo patrimônio do pai contra a viúva, Maria de Fátima Moreira. As informações foram divulgadas pelo Domingo Espetacular neste domingo (26).
Segundo os irmãos, o relacionamento com Maria de Fátima teria se deteriorado a partir de 2008, quando se iniciaram conflitos familiares e financeiros. Eles alegam que foram afastados dos projetos do pai e que o apartamento e o estúdio onde trabalhavam, que seriam doações de Cid, foram tomados e vendidos.
Pouco antes da morte do apresentador, os irmãos entraram com ações judiciais, alegando que eram impedidos de ver o pai e pedindo a interdição do jornalista. Também acusaram a viúva de fornecer comida estragada e manter Cid Moreira em cárcere privado. As ações, porém, foram consideradas improcedentes pela Justiça, o que, segundo os filhos, teria influenciado decisões drásticas do comunicador, culminando na deserdação.
O testamento de Cid Moreira, datado de 6 de março de 2024, destinou 100% do patrimônio, avaliado entre R$ 60 e 100 milhões, unicamente a Maria de Fátima. Os filhos afirmam que, em vida, o pai nunca indicou que faria um testamento integral em favor da viúva.
Especialistas jurídicos lembram que, de acordo com o Superior Tribunal de Justiça, a deserdação não é automática. É necessário comprovar judicialmente os motivos que a justificariam, e a lei determina que pelo menos 50% da herança deve ser dividida entre os filhos.
Atualmente, o inventário está suspenso devido à contestação da autenticidade do testamento, com suspeitas sobre a assinatura de Cid Moreira. Um laudo documentoscópico contratado pelos filhos apontou tremores, oscilações e alterações no traço que destoam do padrão da assinatura. O representante de Maria de Fátima nega qualquer irregularidade no processo.
Além disso, uma perícia recente aponta transações imobiliárias suspeitas atribuídas a Maria de Fátima, algumas realizadas mesmo após a morte do jornalista. Entre os indícios estão negociações por valores abaixo do mercado, contratos particulares em vez de escrituras públicas e divergências entre o patrimônio declarado e o real potencial financeiro da viúva.
Rodrigo e Roger afirmam que todas as apurações têm como objetivo garantir a transparência e proteger os direitos legais dos filhos, e aguardam a conclusão do processo para esclarecer oficialmente a divisão do patrimônio de Cid Moreira.
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