Moradores do Complexo da Penha encontraram uma cabeça humana perto de onde corpos da megaoperação foram deixados; a vítima foi identificada como Yago Ravel Rodrigues, de 19 anos. Ravel era suposto membro do Comando Vermelho, ostentava armas e granadas nas redes, e se descrevia como “solitário”, embora postasse fotos com a filha. O IML faz a identificação dos corpos, e o MP acompanha a apuração de possíveis excessos na letal operação.

Yago Ravel
Yago Ravel

A manhã desta quinta-feira(30), no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi marcada pela descoberta de uma cabeça humana nas proximidades da Praça São Lucas, local onde dezenas de corpos foram deixados após a megaoperação policial, considerada a mais letal da história do estado.

O corpo foi identificado como sendo de Yago Ravel Rodrigues, de 19 anos, um suposto membro da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Ravel era apontado pelas forças de segurança como responsável pela “contenção” na comunidade, frequentemente utilizando bombas e granadas.

Nas redes sociais, Yago Ravel Rodrigues exibia uma vida de ostentação. Ele frequentemente postava fotos com armas e motos, e definia em sua “bio” das redes sociais, que havia “nascido” para ser “sozinho“.

No entanto, em contraste com essa imagem de criminoso, Ravel também mantinha em sua galeria de registros fotos de uma criança com o título “princesa do pai“, supostamente sua filha, evidenciando o contraste entre sua vida no crime e a familiar.

Até o momento, as autoridades não confirmaram se o fragmento encontrado na manhã desta quinta-feira(30), está incluído na contagem oficial das vítimas da megaoperação.

O Instituto Médico-Legal (IML) segue realizando o complexo processo de identificação dos corpos. Paralelamente, o Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro acompanha de perto as apurações, que buscam verificar se houve possíveis excessos e violações por parte das forças de segurança durante a ação nas comunidades.

Leia também no BacciNoticias:

Vídeos curtos

Mais lidas