O fanatismo por criminosos como Suzane von Richthofen, exemplificado pelo fã Bruno Watermann, é explicado pela psicologia como Hibristofilia, uma parafilia de atração por autores de crimes violentos. A psicóloga Fernanda Purificação define a condição como uma busca por excitação no perigo e no poder do criminoso, observada em casos famosos como Suzane. Embora a atração seja majoritariamente platônica, ela pode ser tratada através de intervenções terapêuticas e ressignificação do desejo.

Veja flagra de Suzane von Richthofen ao lado de pastor evangélico
Veja flagra de Suzane von Richthofen ao lado de pastor evangélico

O comportamento de extrema devoção de indivíduos como Bruno Watermann, fã de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos, que se manifesta em tatuagens e homenagens aos filhos, pode ser analisado sob a ótica da psicologia.

Especialistas na área sugerem que a atração por criminosos violentos está ligada à Hibristofilia, uma parafilia em que a pessoa sente atração ou desejo, inclusive sexual, por quem cometeu delitos graves. Este conceito ganhou notoriedade em casos de grande repercussão, como os envolvendo serial killers, e ajuda a entender a fascinação por indivíduos que demonstram poder, agressividade e audácia, características que parecem seduzir pessoas com este tipo de atração.

A psicóloga e sexóloga Fernanda Purificação conversou com o BacciNoticias e comentou sobre o conceito:

É uma parafilia, ou seja, uma forma de excitação sexual ou afetiva fora do comum. Nesse caso, a pessoa sente atração por criminosos, principalmente autores de crimes violentos. É quando o perigo, a transgressão e até o poder do criminoso viram fonte de desejo. Casos famosos como os de Ted Bundy e Suzane von Richthofen mostram isso: mesmo presos, eles recebiam cartas apaixonadas e até propostas de casamento”, comenta a especialista.

Fernanda Purificação ressalta que, embora a admiração exista, ela não implica necessariamente que o indivíduo vá cometer os mesmos atos. A atração é, em sua maioria, platônica; a pessoa se interessa e fantasia, mas não age.

Sobre o tratamento, a psicóloga esclarece que na área não se fala em “cura“, mas em “intervenções terapêuticas” ou ressignificação. A psicologia e a neuropsicologia trabalham em conjunto com a psiquiatria para oferecer suporte e reorganizar o cérebro, de modo que ele possa aprender a desejar de forma mais saudável e segura.

A especialista conclui que a hibristofilia lembra que o desejo humano é complexo e, enquanto a maioria busca segurança e afeto, alguns encontram excitação no proibido e no perigoso.

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